O tempo passa, os problemas com o trânsito nas estradas crescem e fica cada vez mais evidente que a decisão de desativar as ferrovias foi um erro. Por isso, no Estado do Rio e em todo o Brasil, cresce o movimento pelo retorno do transporte ferroviário, tanto para o uso de passageiros em sua rotina diária, como para transporte de cargas e, principalmente, turismo e cultura.

Ferrovia de Petrópolis desativada

Ferrovia de Petrópolis desativada

Reativar a e fazer a ligação Rio-Petrópolis, em 1 hora e 20 minutos, neste sentido, é essencial. Para tornar possível o desenho e a execução desse projeto e, desse modo, ampliar o aproveitamento turístico da Cidade Imperial, indiquei no orçamento do estado para 2010, o valor de R$ 62.489.000,00. O investimento abrirá, para Petrópolis, a oportunidade de receber mais 600 mil turistas por ano com emprego direto para mais de 2.000 pessoas.

Para tratar do tema, em Petropólis, no final da última semana, aconteceu o Seminário de Preservação e Revitalização Ferroviária. Realizado no Museu Imperial, o evento recebeu especialistas e o público interessado. Foi um sucesso! Eu compareci e valeu à pena.

Durante o encontro, recebi um dado que deve impressionar os que lidam com o caótico sistema de transporte existente no Estado do Rio: na década de 50, a nossa malha ferroviária somava 3.800 km de extensão de vias. Em 2003, restavam apenas 1.250km. Portanto, o Rio de Janeiro perdeu mais de 60% de malha ferroviária e gasta muito na ampliação de estradas e na redução do espaço urbano, que deveria ser utilizado com mais qualidade.

Eu me encaixei no movimento, porque defendo o turismo como atividade econômica de elevado potencial para o Estado do Rio e a garantia de qualidade de vida para a população como obrigação de quem exerce a função pública.

E o que você pensa sobre este relevante tema? Acesse www.joaopedro.org e dê a sua opinião! Participe!