Durante o período colonial, a região sul-fluminense que chamamos hoje de Vale do Paraíba, era uma floresta habitada por índios das tribos Xumetos, Pitas e Araris, chamados pelos portugueses de Coroados, devido à forma do seu cabelo.

A cidade de Barra do Piraí está situada nesta região e antes de ser reconhecida como município, absorveu as estradas do ouro, por onde passava o ouro garimpado em Minas Gerais.

A história da cidade conta que quando se esgotou a produção de ouro, muitos mineiros e portugueses expulsaram os índios da região e montaram residência ali para plantar café, produto que cresceu na pauta de exportação do Brasil, até ser, no início da República, o principal e quase único produto a estimular a economia nacional.

Surgiram, então, os barões do café, que construíram enormes casarões. Como eles exploravam a mão de obra de escravos negros vindos da África, fazendas receberam as estruturas de grandes senzalas.

A abolição dos escravos e a crise econômica que atingiu o Brasil na década de 30 fizeram com que a cafeicultura nacional entrasse em decadência.

No entanto, muitos casarões e senzalas permaneceram e algumas em excelente estado de conservação. Vendo o acervo com os olhos de incentivadores da cultura e do turismo, O Instituto Cultural Cidade Viva, em parceria com o Instituo Light e com a Coordenação Técnica do Instituto do Patrimônio Cultural – INEPAC/SEC, com o apoio da Lei Estadual de Incentivo à Cultura, criou o Inventário das Fazendas de Café do Vale do Paraíba Fluminense. O trabalho está disponível no site www.institutocidadeviva.org.br/inventarios. Lá estão listadas as fazendas, que constituem um excelente roteiro turístico.

O acervo virou notícia para o programa Via Brasil, da TV Globo News, que foi ao ar durante a semana.