O correspondente do jornal O Globo em Washington, José Meirelles Passos, comenta, na edição do dia 21 de novembro, um “longo e detalhado” estudo feito pelo governo dos Estados Unidos, com a intenção de avaliar o turismo na composição de sua pauta econômica.
O estudo identificou que a imagem dos Estados Unidos “está no nível mais baixo em muitas partes do mundo e o que existe é uma percepção generalizada de que os estrangeiros não são bem-vindos ao País.”
A situação provoca um prejuízo de US$ 43 bilhões na pauta econômica dos Estados Unidos. A Organização U.S.Travel and Tourism Advisory Board (USTTAB) avisa que “é preciso tornar mais fácil às pessoas nos visitarem por meio de um equilíbrio entre hospitalidade e segurança.”
Eis aí uma lição interessante para o segmento no Brasil, onde a equação “hospitalidade e segurança” está em desequilíbrio. Somos um país hospitaleiro, mas com percepção grande de insegurança. Quando acontecer equilíbrio na equação com qualidade na hospitalidade e na segurança, o Rio de Janeiro não terá concorrente no mundo como pólo turístico.
Sobre os resultados do estudo, o Presidente da Comissão de Turismo da Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro, deputado João Pedro, afirma: “Ele pouco tem de novidade, porque há muito tempo se sabe que “hospitalidade e segurança” são conceitos complementares. A novidade é quantificar o prejuízo que o desequilíbrio provoca. Uma brutalidade: US$ 43 bilhões”.
Rio Hospitaleiro
No campo da hospitalidade, cabe registro para o trabalho desenvolvido pela Secretaria Municipal de Turismo do Rio de Janeiro com o Programa Rio Hospitaleiro (www.riohospitaleiro.tur.br ). O Programa, criado na gestão do Prefeito César Maia, tem como proposta central a qualificação dos profissionais que atendem os turistas.
Rubem Medina, último Secretário Especial de Turismo do ciclo César Maia, resume numa frase, o Programa Rio Hospitaleiro: “Valorizar um ponto forte da alma carioca: a arte de receber bem.
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