Em razão dos nossos comentários sobre o turismo em cemitérios, o velho amigo, sujeito especial, Tarcisio Crespo, escreveu para lembrar que existe, no universo dos cemitérios visitados por turistas, o Cemitério de La Recoleta. Em cima da mensagem, Flávia, a “doce mulata malvada”, filha do Tarcísio, nos informou que o pai visitou La Recoleta, “numa tarde ensolaradíssima de dezembro, pouquíssimo típica para se conhecer cemitérios”.
Conversamos, eu, Tarcísio, Flávia e todos os que nos seguem, através do twitter, essa engenhoca formidável, presente do século XXI. O Tarcísio tem endereço no @tlcrespo e a Flávia, no @crespoflavia.
Ótima lembrança do Tarcísio, porque o Cemitério de La Recoleta é, de fato, um dos melhores conjuntos de peças de arte do mundo, local que vale ser visitado. Ele leva o nome do bairro em que está localizado, que tem origem no Convento dos Frades Recoletos, herdeiros ideológicos de Santo Agostinho (“dois homens olharam através das grades da prisão; um viu a lama, o outro as estrelas”).
Recoleta é um dos centros gastronômicos de Buenos Aires e lá estão filiais de importantes lojas de roupas do mundo todo, museus, praças e parques excelentes. O cemitério da cidade é local dos melhores conjuntos de obras de arte em sepulturas, que se tem notícia. Nele estão sepultados os corpos de personalidades do mundo político argentino e de alguns ex-presidentes da república, como Nicolás Avellaneda, Miguel Juárez Celman, Bartolomé Mitre, Carlos Pellegrini e Domingo Sarmiento. Também está o corpo de Evita Perón, personagem política que dispensa apresentação. Provavelmente não exista, no mundo, quem tenha pelo menos ouvido falar da Argentina, sem conhecer Evita Perón.
Cristina Kirchner, Presidente do País, tem história bem parecida com a de Evita: primeira-dama que assumiu a cena política do marido.
Flavia C. em 2011-11-07
Sempre achei curioso que, até hoje, o turismo em cemitérios não tenha chegado em terras tupiniquins. O Père Lachaise não conseguiu me esclarecer muito bem, mas o Cemitério da Recoleta – bairro onde viverei minha velhice, se lá chegar – me esclareceu que é antes uma questão do modo como se vive o momento do luto do que uma questão de turismo urbano seletivo. Mas isso é papo pra uma noite.
Tudo é Turismo em 2011-11-08
Flávia, pura verdade.
Nós brasileiros ainda lidamos muito mal com o tema, por isso, temos horror a cemitérios.
Mas, há quem no Brasil esteja a iniciar o projeto de visitação.
O nosso site demonstra isso.
Obrigado por escrever.