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Na edição de terça-feira, 12 de janeiro, o jornal Estado de São Paulo publicou no Suplemento Viagem & Aventura a matéria “ De trem pelas serras capixadas”.
Desde sua criação, o tudoeturismo dedica espaço para o turismo ferroviário, por compreender que é alternativa inteligente, barata e, sobretudo, motivadora para o turismo.
O Estado do Rio de Janeiro possui projetos interessantes para recuperação de sua malha ferroviária, principalmente para os municípios de maior apelo turístico como é caso a cidade de Petrópolis, que conhece um forte movimento da sociedade civil neste sentido.
Em razão do interesse do tema, o tudoeturismo excepcionalmente reproduz, na íntegra, a matéria publicada pelo Estado de São Paulo.
“O turismo ferroviário é tema que tem ocupado um bom espaço no tudoeturismo, por ser projeto de No cenário, toda a exuberância da mata atlântica, repleta de cachoeiras e muito verde. E cidadezinhas colonizadas por açorianos, alemães e italianos, que ainda mantêm costumes e tradições de seus antepassados. Tudo para ser apreciado devagar, em um passeio pelo Trem das Montanhas Capixabas. A partir do dia 23, a composição sairá de Viana, a 22 quilômetros de Vitória, para atravessar a região serrana do Espírito Santo.
A Ferrovia Centro Atlântica (FCA), que tem a concessão da linha, gastou R$ 5 milhões para recuperar o trajeto, que há 20 anos era usado apenas para transporte de cargas. Outros R$ 700 mil foram investidos pela Serra Verde Express, responsável pela operação turística, que trouxe vagões de Curitiba para percorrer os 46 quilômetros do passeio.
Viana, portal da serra capixaba, teve forte influência açoriana na sua colonização, presente na arquitetura das casas e no modo de vida de seus moradores. A estação de trem, fundada em 1895, é um dos atrativos turísticos, com seus belos jardins floridos. Ali há um pequeno acervo de máquinas, equipamentos e móveis ferroviários. O destaque fica por conta da locomotiva de 1917, que pertenceu ao exército francês na 1ª Guerra Mundial e foi adquirida pela prefeitura em 2006.
Outro cartão-postal do município é a Igreja da Nossa Senhora da Conceição, também no centro. De arquitetura barroca, foi construída pelos colonos açorianos entre 1815 e 1817.
Depois do tour por Viana, é hora de embarcar rumo às montanhas. Da janela, a oportunidade de observar pontes, túneis e animais, que pastam próximos a casebres e plantações de café.
A parada seguinte é Domingos Martins, cidade de fortes raízes alemãs. O clima ali é bem mais ameno: os termômetros registram temperatura média de 12 graus – no inverno, pode chegar a 2 graus. Um convite irrecusável para apreciar queijos, salames e pães produzidos no local, acompanhados de um bom vinho. É fácil encontrá-los nas lojinhas da Rua de Lazer, a via comercial mais famosa dali.
O turismo ecológico também deu fama a Domingos Martins. É no Parque Estadual da Pedra Azul (no km 89 da BR-262) que os visitantes encaram trilhas ou relaxam nas piscinas naturais. Não faltam nos arredores hotéis, restaurantes e várias casas de chá. Os mais aventureiros podem optar ainda pelo rafting de sete quilômetros no Rio Jucu.
A 530 metros de altitude e a 47 quilômetros da capital está Marechal Floriano, ponto final do roteiro. Conhecida como Cidade das Orquídeas, não é difícil se deparar com várias espécies da planta, além de bromélias e árvores centenárias. A pedida é encarar a cavalgada por entre cachoeiras e pequenos lagos escondidos pela serra.
Ali, é a cultura italiana que impera. E está presente tanto nas massas caprichadas, servidas nas pousadas e restaurantes, como na forma alegre de recepcionar os turistas”.
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