Posts com a tag: ‘Petrópolis’

Pesquisa IBOPE sobre Turismo

Presidida pelo deputado estadual João Pedro, a Comissão de Turismo da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro contratou com o IBOPE, uma pesquisa de avaliação dos resultados das políticas públicas adotadas em cinco municípios do estado, Rio de Janeiro, Búzios, Petrópolis, Angra dos Reis e Parati e voltadas para o turismo.

Os pesquisadores foram ao campo nos dias 27, 28, 29,30 e 31 de maio, e ouviram 812 pessoas residentes nos municípios designados, todos na faixa de idade compreendida entre 16 e 70 anos de idade. Os resultados foram tabulados considerando sexo, grupos de idade (16-17; 18-24, 25-29, 30-39, 40-49, 50-69 e 70 anos e mais), instrução, do ensino fundamental ao superior e atividade profissional.

O IBOPE trabalhou com margem de erro de três pontos percentuais para mais ou para menos e com controle de qualidade.

O trabalho demonstrou que os residentes reconhecem o pouco caso das administrações municipais para com o turismo, sendo que 55% dos entrevistados acreditam que os seus governos caminham na direção errada, quando as políticas públicas estão em debate.

Noventa e cinco por cento dos entrevistados afirmaram que os turistas ajudam a economia da cidade, comprando produtos e serviços e visitando pontos turísticos. Setenta e sete por cento avaliam as belezas naturais e o patrimônio histórico-cultural como os dois aspectos que mais atraem turistas para os seus municípios e 20% inserem os passeios como principal motivação.

Quando separados por município, os residentes da Capital e de Búzios indicaram a Segurança Pública e a Limpeza Urbana como pontos que precisam de mais cuidados, se a intenção dos governos municipais for mesmo o desenvolvimento do turismo.

O Jornal O Globo e a TV Globo elaboraram e divulgaram matérias sobre a pesquisa, material presente no site http://www.joaopedro.org/content.asp?cc=5&id=763.

Denúncia

, , , , , , ,

Se você gostou dessa postagem, inscreva-se no nosso RSS/Feed

Petrópolis comemora 70 anos de existência do Museu Imperial

O Museu Imperial localizado em Petrópolis completará 70 anos de existência no próximo dia 29. Construído por D.Pedro II para ser residência oficial de verão da família imperial, o Palácio da Fazenda do Córrego Seco, passou à qualidade de Museu no dia 29 de março de 1940, por decisão do Presidente Getúlio Vargas.  O deputado estadual João Pedro comemorou a data com um pronunciamento na Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro.

Para comemorar a data, a administração do Museu oferecerá ao público, o “Almanaque de Petrópolis – O Palácio Imperial – Uma jornada de descobertas pelo passado e presente da cidade imperial, publicação ilustra com documentos e fotografias do acervo do Arquivo Histórico, uma obra de Regina Helena de Castro Rezende e Cátia Maria Souza de Vasconcelos Vianna. O material reúne histórias sobre o povo de Petrópolis, a formação da cidade, o seu desenvolvimento e algumas de suas mais significativas transformações através dos tempos. Por se tratar de um “almanaque”, todo o conteúdo encontra-se permeado por passatempos, curiosidades, dicas e questões para reflexão.

Haverá também o lançamento do “Caderno de Conservação – Coleção Chapéus”, de Eliane Marchesini Zanatta e um concerto para homenagear as pessoas que doaram obras para compor o acervo do Museu.

A digitalização do acervo é outra promessa das comemorações. O projeto, orçado em R$ 3,5 milhões, conta com o apoio da IBM e será demonstrado com duas coleções: a do visconde de Itaboraí, Joaquim José Rodrigues Torres (1802-1872), e a coleção Carlos Gomes, doada ao Museu pela filha do compositor, Ítala Vaz de Carvalho.

O Sarau Imperial é outro evento que terá presença nas comemorações. Criado com o objetivo de divulgar o acervo documental do Arquivo Histórico do Museu Imperial e levar ao conhecimento dos alunos das escolas que visitam o espaço, os aspectos sociais, econômicos, políticos e culturais do século XIX, o Sarau tem inspiração nas recepções que, em 1878, a princesa Isabel oferecia com a intenção de ouvirem modinhas imperiais cantadas por uma soprano e acompanhadas por pianistas e espetáculos de declamação de poesias.

Quem comparecer ao Sarau Imperial poderá apreciar os mais belos figurinos daquela época, entrar em contato com notícias jornalísticas daquele período e com a rotina de vida da princesa Isabel em Petrópolis.
Após o sarau, todos são levados a conhecer as dependências do palácio.

O Museu Imperial

Desde 29 de março de 1940, o Museu Imperial preserva, pesquisa e divulga objetos da história e da arte do período imperial brasileiro, garantindo para as futuras gerações o contato com o passado do país.

O local foi eleito uma das sete maravilhas do Estado do Rio de Janeiro, em 2007, e recebeu também nota máxima no “Guia Verde Michelin – Rio de Janeiro”, de 2010, além de ter sido selecionado entre os dez melhores programas de viagem no Guia Quatro Rodas, edição 2010. O local não é apenas para visitação, mas para aprendizagem sobre a história do Brasil.

Além do acervo, composto por mais de 11 mil peças, diversas atividades e projetos já foram realizados ao longo de sete décadas, tudo isso para levar história aos visitantes de uma maneira inovadora e bela.

Serviço:

No dia 16 de março de 1843, D.Pedro II assinou o decreto que criou a Cidade de Petrópolis e, no conjunto, criou o Museu Imperial que, por isso, completou 167 anos de existência.

Cultura

, , ,

Se você gostou dessa postagem, inscreva-se no nosso RSS/Feed

Cresce o apoio à Ferrovia Príncipe Grão-Pará

Mesmo com o curto tempo de vida que o “Tudo é Turismo” tem, por duas vezes comentamos a campanha pela reconstrução e reativação da ferrovia que ligou Petrópolis à Cidade do Rio de Janeiro. O deputado estadual João Pedro, incentivador do movimento, utilizou a prerrogativa de emendar o orçamento do estado para destinar ao projeto 62 milhões de reais.

Sobre o projeto, o Globo de ontem, na coluna do Ancelmo Góis, traz uma excelente notícia:

Alô, Cabral!

“Já passam de mil as assinaturas de ferroviaristas e gente de turismo a favor da reativação da Ferrovia Príncipe do Grão-Pará, a primeira do Brasil, inaugurada em 1883, que ligava o Rio a Petrópolis. Eu apoio”.

A nota de apoio do Ancelmo Góis chega numa hora boa – ano de campanhas eleitorais – oportunidade singular para exigir compromissos dos candidatos ao governo do estado e à presidência da república.

Transporte

, , ,

Se você gostou dessa postagem, inscreva-se no nosso RSS/Feed

É hora de embarcar no trem para Petrópolis

thumb trem para petropolisNo dia 16 de novembro do ano passado, o tudoeturismo publicou um texto do deputado estadual João Pedro, do Estado do Rio de Janeiro, sobre a oportunidade de reconstrução da Estrada de Ferro Grão-Pará, para ligar a Cidade de Petrópolis ao Rio de Janeiro. No texto, João Pedro explicou que a sociedade, em Petrópolis, está mobilizada para a recuperação da Estrada de Ferro Grão-Pará e que ele ingressava na mobilização, por compreender a importância da obra como instrumento de incentivo ao turismo e o turismo como atividade econômica essencial na multiplicação dos empregos e das oportunidades de melhorar a qualidade de vida da população.

Dizia João Pedro: “Para tornar possível o desenho e a execução desse projeto e, desse modo, ampliar o aproveitamento turístico da Cidade Imperial, indiquei no orçamento do estado para 2010, o valor de R$ 62.489.000,00. O investimento abrirá, para Petrópolis, a oportunidade de receber mais 600 mil turistas por ano com emprego direto para mais de 2.000 pessoas”.

Em seguida, João Pedro falou sobre o Seminário de Preservação e Revitalização Ferroviária que acontecera no Museu Imperial, ocasião em que especialistas no tema e a população da cidade debateram o assunto. “Foi um sucesso! Eu compareci e valeu à pena”.

João Pedro terminou o texto com outra informação relevante: “Recebi um dado que deve impressionar os que lidam com o caótico sistema de transporte existente no Estado do Rio: na década de 50, a nossa malha ferroviária somava 3.800 km de extensão de vias. Em 2003, restavam apenas 1.250km. Portanto, o Rio de Janeiro perdeu mais de 60% de malha ferroviária e gasta muito na ampliação de estradas e na redução do espaço urbano, que deveria ser utilizado com mais qualidade”.

Pois bem, o movimento pela reconstrução da Estrada de Ferro Grão-Pará permanece aquecido e busca assinaturas de apoio à inclusão da obra no Programa de Aceleração do Crescimento, PAC, do Governo Federal.

Os líderes do movimento identificaram na internet um espaço novo para incentivo aos movimentos da sociedade civil, o www.manifestolivre.com.br , atitude da Organização Transparência Capixaba, que acolhe abaixo-assinados. Agora, quem entenda importante participar pode de onde estiver, em qualquer lugar do mundo, registrar apoio à reconstrução da estrada.

No site www.ihp.org.br do Instituto Histórico de Petrópolis, há um texto de José Nicolau Tinoco de Almeida, elaborado em 1885 e reproduzido por Raul Lopes. O texto é parte do livro “Petrópolis, Guia de Viagem”:

(…) Chega o viajante ao termo da viagem por mar avistando o porto de Mauá, situado entre as duas capelas da Guia (antiga Ermida de Santa Margarida) à esquerda e dos Remédios à direita. Daí a viagem é por via férrea. Começando no porto de Mauá a primitiva Estrada de Ferro de Mauá, a primeira que se inaugurou no Brasil, percorria, sem vencer dificuldades, terrenos pouco acidentados até a Raiz da Serra da Estrela. A bitola era de 1,68m., a declividade máxima de 1,25%, o raio mínimo das curvas 290,32m., tendo zona privilegiada de 20 quilômetros ao lado.

Por decreto nº 987 de 12 de junho de 1852 o governo concedeu privilégio por 10 anos para navegação a vapor entre a cidade do Rio de Janeiro e o Porto da Estrela, donde começaria a construção de uma estrada de ferro até a Raiz da Serra, que foi concedida pela província a 27 de abril do mesmo ano. O concessionário da estrada foi o cidadão Irineu Evangelista de Sousa, barão e mais tarde visconde de Mauá com grandeza.

A Companhia teve os estatutos aprovados por decreto nº 1.101 de 29 de dezembro de 1852; os trabalhos de campo foram encetados a 29 de agosto do mesmo ano, entregando-se ao tráfego a 30 de abril de 1854 a 1ª secção, sendo inaugurado o trecho, que restava, em 16 de dezembro de 1856.

O decreto nº 2.464 de 19 de setembro de 1860 aprovou os novos estatutos e ampliou por 30 anos o prazo do privilégio anteriormente fixado em 10. O marcado no privilégio concedido pelo então presidente da província Luís Pedreira do Couto Ferraz, depois visconde do Bom-Retiro, em 27 de abril de 1852 foi prorrogado por mais 70 anos em 21 de fevereiro de 1883.

É esta a via férrea primogênita do Brasil, a patriarcal Estrada de Ferro de Mauá, cujo nome desapareceu para ser batizada com o de Estrada de Ferro Príncipe do Grão-Pará. Assim transformada ela parte do Porto de Mauá, galga o vale e Serra da Estrêla, vai a Petrópolis e prolonga-se até S. José do Rio Preto. Foram concessionários os srs. Calógeras e Berrini, mas dela já havia falado o prestante cidadão visconde de Mauá no dia 1 de dezembro de 1852, dizendo que uma estrada de ferro, que se dirigisse pelo vale do Rio Piabanha ao do Paraíba era o projeto mais racional de quantos se agitavam no império sobre este importante assunto, em referência aos produtos do país no que toca às províncias do Rio de Janeiro e Minas Gerais.

Pois bem, esta estrada está feita, é hoje realidade o projeto do Visconde de Mauá, esse notável brasileiro que tem seu nome ligado aos mais importantes melhoramentos deste país.

A estrada partindo do porto e estação de Mauá, situada a 4 metros sobre o nível do mar desenvolve-se por planícies paludosas, cortadas pelos Rios, Caioaba e Inhomirim e passando pela segunda estação denominada de Inhomirim vai ter à da Raiz da Serra da Estrela no quilômetro 16.100 e na altitude de 44 metros sobre o mar, não excedendo de 1,25% a mais áspera das suas rampas.

Nada há que amenize a travessia de Mauá à Raiz da Serra senão o estabelecimento da Fábrica da Pólvora situada à esquerda e pouco antes da Raiz.

(…) O vale e a serra da Estrela serão para sempre lembrados na história da viação férrea do Brasil. O vale foi o primeiro território nacional cortado por trilhos, a serra foi a primeira onde se empregou o trilho central da cremalheira. Tanto no vale como na serra a Estrada de Ferro Príncipe do Grão-Pará, construída pelo engenheiro Joaquim Lisboa auxiliado até certo tempo pelo engenheiro Marcelino Ramos da Silva, tem a bitola de 1 metro.

Foram seus estatutos aprovados por decreto nº 8.120 de 31 de maio de 1881, começando a construção da linha em agosto do mesmo ano, e sendo entregue ao tráfego a 20 de fevereiro de 1883. O sistema de viação é o trilho central de cremalheira do sistema aperfeiçoado pelo engenheiro Nicolau Riggenbach. A linha principia elevando-se da Raiz sobre a encosta direita do vale do Caioaba donde, pouco acima do 2º quilômetro, começa a descortinar-se a Baía de Guanabara. Entre o 4º  e o 5º quilômetros corre a linha na margem esquerda do Caioaba, contornando daí em diante contrafortes até galgar  o Alto da Serra. Além de paredões e numerosos bueiros e pontilhões de arco conta a linha obras de arte importantes, como sejam três pontes e dois viadutos, a saber:              1ª a ponte do Batista com um vão de 8 metros e 9 de altura máxima em curva de 180 metros de raio e superestrutura metálica;

2ª a ponte de pedra sobre o Rio Caioaba com quatro vãos de totalidade de 20 metros, curva de 150 metros de raio e altura máxima de 12 metros;

3ª a ponte da Caioaba Mirim com dois arcos cada um de 4 metros, vão central de 8 metros, vigas de ferro, curva de 150 metros de raio e altura máxima de 10 metros;

4ª o viaduto da Grota Funda com o vão total de 58 metros, altura de 24 metros, encontros de pedra, superestrutura de ferro sobre base de cantaria e em curva de 150 metros de raio;

5ª o viaduto do Bonini com o vão total de 33 metros, dividido em seis partes iguais por cinco pilares formados por colunas de ferro fundido e 8 metros de altura, estando o viaduto em curva de 150 metros de raio e à meia encosta, cuja base é reforçada por um paredão de 54 metros de comprimento e 6 de largura.

Estas obras estão em declive de 15% salvo a primeira, cujo declive é de 8%. É desse viaduto que o viajante pode admirar a beleza da Baía de Guanabara, a obra prima do Criador nesta espécie, na frase do Dr. André Rebouças.

Fazem o serviço da cremalheira 5 locomotivas de roda dentada, pesando cada uma em serviço 16 toneladas e sendo de 22 t. o peso normal do trem. A velocidade dos trens de passageiros é de 11 a 12 km por hora e de 8 a dos de carga.

Cada locomotiva tem um freio de ar comprimido por injeção de água fria, do qual se usa na descida, além de dois manuais, que atuam na transmissão da roda dentada motora para obter parada instantânea.

O material de transporte consta de 10 carros de 1ª classe com 360 lugares, 4 de 2ª com 90, 4 vagões para animais e bagagens, 25 vagões cobertos e 20 abertos. Além de um freio ordinário cada veículo está aparelhado com outro freio de roda dentada, capaz de fazer parar por si só todo o trem.

A sólida construção da cremalheira e da via permanente e a energia e simplicidade dos freios, reunidos à fraca velocidade horizontal, dão a esta linha, primeira do seu gênero na América do Sul, todas as desejáveis condições de segurança. Entretanto, o sistema Riggenbach é o que maior velocidade assegura na subida de serras, para galgar em 30 minutos, como permite aquele sistema, a Serra da Estrela, uma locomotiva ordinária deveria andar à razão de 81 quilômetros por hora o que seria impraticável.

No Porto de Mauá e na Raiz da Serra existem armazéns, telheiros e plataformas para movimento de passageiros e cargas. A ponte que no porto daquela denominação possui a companhia foi reconstruída por maneira que recebe sob coberta cargas e passageiros. No Alto da Serra estão as oficinas aparelhadas para todos os consertos e reparações.

A começar do Alto da Serra o leito da linha é do sistema comum com 2.782 km de extensão até à estação de Petrópolis, máximo declive de 2% e curvas de raio mínimo de 90 m. Existem neste trecho duas pontes de 10 e 14 metros de vão sobre o rio Palatinado, ambas de superestrutura metálica, sendo feita a tração por máquinas comuns de Baldwin de 4 rodas conjugadas que substituem no Alto as de Riggenbach.

A estação de Petrópolis, situada a 826m sobre o nível do mar, é elegante e satisfazendo as necessidades do serviço, à cargo do Dr. Berrini, apenas se ressente às vezes de falta de espaço quando cresce a afluência de passageiros no verão.

No saguão vê-se a estátua (busto) do benemérito visconde de Mauá, ao qual fizera a diretoria da Estrada de Ferro Príncipe do Grão-Pará solene manifestação por ocasião de subir ele pela primeira vez a Serra da Estrela em uma estrada do sistema de cremalheira, de cujo emprego na viação férrea do Brasil fora o Senhor Visconde o primeiro a cogitar.

No dia 30 de abril de 1884 presentes na estação o juiz de direito da comarca de Petrópolis e outras autoridades, diretoria da Companhia e muitos cidadãos, por ocasião de se inaugurar na estação o busto daquele grande brasileiro, nesse dia, que era o do 30º aniversário da inauguração da primeira via férrea do Brasil, foram proferidas pelo dr. João Martins da Silva Coutinho, presidente da diretoria, as seguintes palavras:

“Meus senhores – completa-se hoje trinta anos que se inaugurou a estrada de ferro de Mauá, a primeira construída no solo brasileiro. O povo saudou com entusiasmo êste faustoso acontecimento como o início de grandes prosperidades. O cidadão ilustre que teve a fortuna de levantar a empresa e primeiro dotar o país com este poderoso instrumento de progresso é, pois, eterno credor de nossas homenagens e agradecimentos. Ele aqui se acha o benemérito Visconde de Mauá.

“Contrariedades de todo o gênero opuseram forte barreira à realização do projeto que sempre teve em vista, de levar os trilhos ao interior da província, beneficiando a lavoura e comércio desta importantíssima zona. Para vencer a Serra da Estrela despendeu o Visconde de Mauá, avultados capitais em diversas tentativas e ainda foi o primeiro que mandou estudar na serra a aplicação do sistema de cremalheira, hoje realizado, logo que teve notícia do bom resultado que produziu na Suíça.

“A diretoria da Companhia Príncipe do Grão-Pará julga-se feliz pela oportunidade que se lhe oferece de inaugurar nesta estação o busto do iniciador da estrada (…)”.