O Presidente da Comissão de Turismo da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro encaminhou o seguinte e-mail para as pessoas que compõem o seu banco de dados:
“É incontestável a vocação turística do Rio de Janeiro. Por conta disso, todas as políticas públicas e decisões de investimento do setor privado e do setor público influenciam a decisão do turista de visitar o estado e, por conseqüência, definem o nível e qualidade dos empregos, dos salários e impostos gerados por aqui.
Como deputado estadual e, em especial, como Presidente da Comissão de Turismo da Assembleia Legislativa, tenho entre as minhas obrigações, o compromisso de sugerir, adotar e cobrar medidas que valorizem o potencial turístico do Rio, para, desse modo, melhorar a qualidade de vida da população. E, para exercer as minhas funções, preciso de suas opiniões e sugestões:
O tudoeturismo teve acesso a algumas respostas e entendeu interessante resumir as sugestões mais importantes.
Reinaldo Leal pede um terminal de ônibus para atender os turistas. “Isso”, ele avisa, “beneficiaria os residentes e os turistas”. Atenderia melhor as pessoas que visitam o Museu do Trem, o Museu da Aeronáutica, o Museu Naval e tem que descer do ônibus bem antes e andar muito. Reinaldo lembrou também o caso da Cidade do Samba: “até hoje não tem um ônibus circular que deixe o passageiro na porta e atenda a que quem saia de lá”.
Almir Pereira Machado critica o excesso de pedágios nas estradas. “Só deveria haver pedágios em auto-estradas”.
Gerhard Erich Boehme, de Curitiba, escreveu: Tenho inúmeras sugestões, mas elas passam pela boa gestão, a começar pela criação de incubadoras, não apenas de base tecnológica, na área de C&T, mas também de base cultural, gastronômica, artística, turismo, etc.. Empresas nestes setores necessitam ser incubadas e não subvencionadas com recursos do Estado, dos pagadores de impostos. Tão logo elas possam andar com as próprias pernas, devem atuar de forma independente. Outra sugestão, fundamental é a Agenda 21 dos municípios, começando por um levantamento de todos os potenciais turísticos, gastronômicos e urbanísticos do município. E fundamental é assegurar o Plano Diretor, que seja transparente e que inclua áreas para o turismo gastronômico, religioso, tecnológico, arquitetura…
Carlos Couto comenta a necessidade de “concentrar esforços na manutenção e conservação dos pontos turísticos do Rio, para que estes, já que não é possível fazê-lo no Estado inteiro, sirvam como modelo”. E, dá como exemplos, o caminho do Aeroporto ao Centro da Cidade do Rio de Janeiro e a estrada que liga o Rio à Costa Verde, à Região dos Lagos e Serrana. Em seguida, sugere o oferecimento de ônibus turísticos e panorâmicos que “façam os três percursos turísticos com gravações, nas principais línguas, apontando e explicando os principais pontos turísticos da cidade do Rio de Janeiro”.
Heitor Luiz Murat de Meirelles Quintella cita os aeroportos do Rio e sugere: “primeiramente o retorno de vôos diretos ao Rio de Janeiro vindos do exterior e” a criação de uma política melhor de preços para as peças de teatro, para shows, exposições, visitas aos museus e a outras iniciativas, já que “temos a maior concentração de museus de padrão internacional na América do Sul, os melhores Chefes de Cozinha e a sede do sistema Globo. Heitor termina com a questão do turismo cultural: “explorar o passado imperial do Rio”.
Vera Lúcia Nogueira sugere mais segurança pública, instrumento essencial para uma política de incentivo ao turismo.