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Vasco da Gama pega carona no turismo

Conforme programado, houve no final de semana, o evento Turismo Cultural no bairro Imperial, que permitiu e divulgou visitas orientadas ao Museu de Astronomia, ao Museu Nacional e ao Centro Cultural Maçônico. O tratamos do tema aqui com o título: “As órbitas elípticas e o turismo”.

Como a sede do Clube de Regatas Vasco da Gama é um patrimônio histórico e está localizada em São Cristovão, a diretoria do clube não perdeu tempo e inseriu o clube na programação. Com isso, mais de 2.000 pessoas visitaram a sede no Vasco no final de semana, para conhecer, em especial, a tribuna de honra, a capela, o parque aquático e a sala de troféus.

O Estádio Vasco da Gama, inaugurado no feriado de 21 de abril de 1927, é conhecido por dois apelidos: o Estádio de São Januário, nome de uma das ruas, que circundam o estádio e Estádio da Colina.

Construído com o dinheiro arrecadado dos torcedores do clube, que patrocinaram duas campanhas: uma para compra do terreno e outra para as obras, o Estádio de São Januário ficou pronto em apenas 11 meses. Santos e Vasco disputaram o primeiro jogo em São Januário. O Vasco perdeu por 5 a 3.

O Complexo ocupa 56.000 metros quadrados e abriga um estádio, um ginásio, um parque aquático e o setor administrativo. A fachada é tombada pelo Patrimônio Histórico e Artístico Nacional. Um ano após a inauguração, também com o dinheiro dos torcedores, a diretoria do Vasco da Gama inaugurou os refletores, com um jogo entre o Vasco e o time Wanderers, do Uruguai. O Vasco venceu por 1 a 0.

“Entre 1927 e 1950 (ano da inauguração do Maracanã), o estádio do Vasco foi o maior do Rio de Janeiro. Entre 1927 e 1940 (ano da inauguração do Pacaembu), São Januário foi o maior do Brasil e entre 1927 e 1930 (ano da inauguração do Estádio Centenário, em Montevidéu, Uruguai) foi o maior da América do Sul”, www.crvascodagama.com

Getúlio Vargas, vascaíno, utilizou o Estádio de São Januário algumas vezes como palanque para os seus discursos e anunciou alí as primeiras leis trabalhistas do Brasil.

“Em 2008, São Januário ganhou o prêmio de “Maravilha da Zona Norte”. O estádio ficou em primeiro lugar na votação que escolheu as sete maravilhas da zona norte da cidade do Rio de Janeiro. E em 2002 o canal de televisão especializado em turismo Travel Channel incluiu São Januário numa seleta lista dos melhores estádios para se assistir uma partida. Fazem parte dessa lista o Camp Nou, Bombonera, San Siro, entre outros”, www.crvascodagama.com

O Vasco da Gama possui outras unidades, também sedes do clube. Há a Sede Náutica da Lagoa Rodrigo de Freitas, São 2.700m² de área construída, com três pavimentos, um subsolo e um terraço. No local funciona uma carpintaria para construção e conservação dos barcos e abriga uma garagem de barcos, uma sala de musculação, um salão para reuniões do Conselho Deliberativo, para festas e alojamento para 40 atletas e a administração.

Há ainda a Sede do Calabouço, situada em frente à Baía de Guanabara, entre o Aeroporto Santos Dumont e o Museu de Arte Moderna. O Calabouço construída nos anos 60, ela mantém um acervo de informações, imagens e dados sobre à origem do Vasco da Gama.

Em 20 de agosto de 2006, nasceu a sede Washington Luiz, primeiro campo da sua sede em Duque de Caxias, situada no Km 1,5 da Rodovia Washington Luiz, que liga o Rio de Janeiro a Petrópolis. O local recebeu o nome de Centro de Treinamento Almirante Heleno Nunes, em homenagem ao vascaíno presidente da CBD (antiga nomenclatura da CBF) entre 1975 e 1980. O dirigente foi um dos responsáveis pela doação do terreno para o Vasco em 1976.

Petrópolis comemora 70 anos de existência do Museu Imperial

O Museu Imperial localizado em Petrópolis completará 70 anos de existência no próximo dia 29. Construído por D.Pedro II para ser residência oficial de verão da família imperial, o Palácio da Fazenda do Córrego Seco, passou à qualidade de Museu no dia 29 de março de 1940, por decisão do Presidente Getúlio Vargas.  O deputado estadual João Pedro comemorou a data com um pronunciamento na Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro.

Para comemorar a data, a administração do Museu oferecerá ao público, o “Almanaque de Petrópolis – O Palácio Imperial – Uma jornada de descobertas pelo passado e presente da cidade imperial, publicação ilustra com documentos e fotografias do acervo do Arquivo Histórico, uma obra de Regina Helena de Castro Rezende e Cátia Maria Souza de Vasconcelos Vianna. O material reúne histórias sobre o povo de Petrópolis, a formação da cidade, o seu desenvolvimento e algumas de suas mais significativas transformações através dos tempos. Por se tratar de um “almanaque”, todo o conteúdo encontra-se permeado por passatempos, curiosidades, dicas e questões para reflexão.

Haverá também o lançamento do “Caderno de Conservação – Coleção Chapéus”, de Eliane Marchesini Zanatta e um concerto para homenagear as pessoas que doaram obras para compor o acervo do Museu.

A digitalização do acervo é outra promessa das comemorações. O projeto, orçado em R$ 3,5 milhões, conta com o apoio da IBM e será demonstrado com duas coleções: a do visconde de Itaboraí, Joaquim José Rodrigues Torres (1802-1872), e a coleção Carlos Gomes, doada ao Museu pela filha do compositor, Ítala Vaz de Carvalho.

O Sarau Imperial é outro evento que terá presença nas comemorações. Criado com o objetivo de divulgar o acervo documental do Arquivo Histórico do Museu Imperial e levar ao conhecimento dos alunos das escolas que visitam o espaço, os aspectos sociais, econômicos, políticos e culturais do século XIX, o Sarau tem inspiração nas recepções que, em 1878, a princesa Isabel oferecia com a intenção de ouvirem modinhas imperiais cantadas por uma soprano e acompanhadas por pianistas e espetáculos de declamação de poesias.

Quem comparecer ao Sarau Imperial poderá apreciar os mais belos figurinos daquela época, entrar em contato com notícias jornalísticas daquele período e com a rotina de vida da princesa Isabel em Petrópolis.
Após o sarau, todos são levados a conhecer as dependências do palácio.

O Museu Imperial

Desde 29 de março de 1940, o Museu Imperial preserva, pesquisa e divulga objetos da história e da arte do período imperial brasileiro, garantindo para as futuras gerações o contato com o passado do país.

O local foi eleito uma das sete maravilhas do Estado do Rio de Janeiro, em 2007, e recebeu também nota máxima no “Guia Verde Michelin – Rio de Janeiro”, de 2010, além de ter sido selecionado entre os dez melhores programas de viagem no Guia Quatro Rodas, edição 2010. O local não é apenas para visitação, mas para aprendizagem sobre a história do Brasil.

Além do acervo, composto por mais de 11 mil peças, diversas atividades e projetos já foram realizados ao longo de sete décadas, tudo isso para levar história aos visitantes de uma maneira inovadora e bela.

Serviço:

No dia 16 de março de 1843, D.Pedro II assinou o decreto que criou a Cidade de Petrópolis e, no conjunto, criou o Museu Imperial que, por isso, completou 167 anos de existência.

Cultura

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