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Observatório de Inovação do Turismo – Fundação Getulio Vargas

Por compreender a importância do turismo como atividade econômica de elevada rentabilidade e velocidade de retorno dos investimentos nela aplicados, a Direção da Fundação Getúlio Vargas constituiu o Núcleo de Turismo da Escola Brasileira de Administração Pública e Empresas.

O site da Escola, www.ebape.fgv.br , lista as atribuições do Núcleo:

  • Monitorar, analisar e compreender, frente à realidade nacional e regional, as tendências internacionais da atividade turística, desenvolvendo para o setor de turismo novas estratégias de gestão.
  • Aprofundar, especializar e disseminar conhecimentos relativos ao setor de turismo através de cursos profissionalizantes, de modo a elevar o nível de competitividade do produto turístico e dos profissionais no mercado, melhorando assim o padrão de eficiência e eficácia das instituições envolvidas.
  • Divulgar, utilizando os mecanismos disponíveis (publicações, internet etc), estudos e pesquisas referentes ao desenvolvimento turístico.
  • Promover iniciativas inovadoras e criativas, que possam ser adaptadas às diferentes realidades locais.

Para cumprir algumas de suas funções, o Núcleo está a oferecer o curso Observatório de Inovação do Turismo, com inscrição aberta até o próximo dia 13 de fevereiro.

Pela qualidade dos coordenadores, professores e pesquisadores do Núcleo, se pode ter uma idéia da qualidade dos cursos que são oferecidos. Na Coordenação Geral estão Deborah Moraes Zouain e Luiz Gustavo Medeiros Barbosa.

Deborah é doutora em Engenharia de Produção, pela COPPE RJ; Mestre em Educação pela UFRJ e Bacharel em Direito pela UERJ e Administração pela FGV. Luiz Gustavo Medeiros Barbosa é Mestre em Gestão Empresarial pela FGV; Mestre em Planejamento e Gestão Turística pela Bournemouth University do Reino Unido e Bacharel em Economia pela UFF.

A turma do Núcleo de Turismo da Escola Brasileira de Administração Pública e Empresas da Fundação Getúlio Vargas define a responsabilidade de cada um dos agentes envolvidos com a cadeia de produção do turismo: “Cabe ao poder público estabelecer as diretrizes políticas e o marco legal; aos empresários, o investimento na atividade de forma socialmente responsável; aos visitantes, a interação e respeito à comunidade local; ao cidadão do destino visitado, o compromisso com o desenvolvimento sustentável da localidade e, por fim, à academia, a realização de estudos e pesquisas, que possam embasar proposições de políticas para o setor”.

Faltou considerar no campo de responsabilidade do poder público, a organização do ambiente onde o turismo acontece: a construção e conservação da infra-estrutura, a fiscalização, a garantia de segurança pública e jurídica, enfim, as atividades que, por definição, só o poder público pode realizar. Mesmo assim, a definição de responsabilidades estabelecida pelo Núcleo de Turismo da Escola Brasileira de Administração Pública e Empresas da FGV, por conseqüência, assenta o traçado correto de uma política pública voltada para o setor.

Não é sem tempo, porque o turismo tem demonstrado crescimento significativo como atividade econômica de elevada rentabilidade, tanto para o setor público, quanto para o setor privado, sempre favorecido por fenômenos como o desenvolvimento científico-tecnológico, internacionalização do capital e globalização.

Em razão da importância que a sociedade confere ao turismo e das conseqüências econômico-financeiras deste fato, o turismo já é hoje uma indústria e como tal precisa de novas tecnologias, de instrumentos modernos de gestão, de pesquisa e avaliação permanente.

Por entender que o turismo é um mercado importante, algumas organizações de ensino e pesquisa têm criado produtos específicos para oferecer aos especialistas, curiosos e pessoas interessadas no tema.

O curso Observatório de Inovação do Turismo será, sem dúvida, uma contribuição de relevo para o segmento, com propostas concretas para o crescimento e aproveitamento econômico da atividade.

O vídeo da matéria é um presente do tudoeturismo, para quem atua no mercado e pretende ganhar dinheiro com o turismo ou com tudo o mais.

Especialização

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Búzios, “Capital da Vela” – Homenagem merecida

Por ocasião do Pan 2007, Luiz Gustavo Medeiros Barbosa, mestre em Planejamento e Projetos Turísticos e Roberta Lima Santos, profissional pós-graduada em Turismo, Hotelaria e Entretenimento, dois técnicos da Fundação Getúlio Vargas, produziram, em 2003, um excelente trabalho para “Compreensão dos impactos e busca de uma estratégia para maximizar os benefícios” oferecidos pelo megaevento. (Leia o documento na íntegra aqui)

Na introdução, Luiz Gustavo e Roberta informam: “Os chamados Mega Eventos são, em sua grande maioria, eventos de curto prazo com conseqüências de longo prazo para as cidades sedes. Os resultados e as conseqüências geralmente mencionadas na literatura são: a provisão de infra-estrutura, os impactos econômicos e sociais, a renovação ou criação da imagem da cidade através da mídia, particularmente da TV. De acordo com Roche (1994), usualmente também é assumido que os mega eventos trazem conseqüências futuras em termos de turismo, realocação de plantas industriais e investimentos externos”.

Olhado por este prisma, o projeto de lei estadual 2.549, apresentado à Assembléia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro em 16 de setembro de 2009, que reconhece Armação de Búzios como “Capital da Vela” cresce de importância, porque estimula as organizações internacionais e esportistas vinculados ao esporte de vela e iatismo a promoverem megaeventos na cidade com excelentes resultados econômicos e sociais para a população local e para todo o Estado do Rio.

Há que se considerar a oportunidade do projeto também em razão da escolha do Rio de Janeiro como sede das Olimpíadas e Paraolimpíadas de 2016. Sem qualquer dúvida, o projeto amplia as possibilidades que terá, naquele momento, a cidade de Armação de Búzios para aproveitar os resultados econômicos oferecido pelos jogos.

Além do mais, o estudo elaborado pelos técnicos Luiz Gustavo e Roberta - retirados os pontos que cuidaram especificamente do PAN 2007 – é um trabalho que merece leitura e atenção por parte de quem gosta do turismo como tema de estudo e formulação.  Por isso, o site toma a liberdade de, a título de colaborar na sua divulgação, oferecê-lo aos seus visitantes.

E, quem queira conhecer mais detalhes sobre vela e iatismo uma boa dica é visitar o site Iatismo e Vela.

Turismo

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