Posts com a tag: ‘Dep. João Pedro Figueira’

Prioridade zero para o turismo

O Valor Econômico circula, vez por outra, com suplementos e um deles fala dos estados brasileiros. O de hoje traz o Estado do Rio de Janeiro. O trabalho é um conjunto de entrevistas, dados, informações, fotos e projetos. O Governador Sérgio Cabral está entre os entrevistados e fala sobre pré-sal, jogos olímpicos de 2016, segurança pública e sobre a conquista do grau de investimento, selo que qualidade de gestão fiscal conferido pela mais respeitável agência do risco do mundo, Standard & Poor’s. De leve, muito de leve, com objetivo específico de responder a umas das perguntas, o governador citou o turismo. Esse é o problema maior que o tema enfrenta no estado.

Não pode haver controvérsias sobre a vocação econômica do Estado do Rio de Janeiro, em razão da vocação econômica da Capital e da maioria esmagadora dos municípios fluminenses. Por decisão de Deus ou da natureza, para aqueles que Nele não acreditam, o Estado do Rio de Janeiro é puro turismo. E, neste ponto, é bom ter presente que as cidades, conjuntos de pessoas e famílias, têm vocação e, assim como as pessoas, quando retiradas de suas vocações, as cidades sofrem, penam para dar certo.

O deputado estadual João Pedro, ao ler a resposta do Governador Sérgio Cabral à pergunta do jornalista, “Qual a vocação do Rio? Petróleo e turismo?”, comentou: “Até quando os gestores públicos resistirão à vocação econômica do Rio? Eles não lidam com o tema, por preguiça ou ignorância.

Sérgio Cabral Filho, respondeu ao jornalista: “São muitas. Além da energia (petróleo e energia nuclear), seremos o Estado da siderurgia. O Rio é também a butique de investimentos do Brasil. Como a melhoria no ambiente de segurança, isso está avançando, os fundos de investimentos estão vindo para cá. O turismo foi reforçado com as conquistas de agenda”. E, ponto final. Pena, porque se o Governador compreendesse a importância do turismo como agenda econômica, com certeza, com muito menos investimentos ou com retorno bem maior em emprego, salários, qualificação, desenvolvimento, enfim, a população do Rio teria mais oportunidade de alcançar mais qualidade de vida.

Denúncia

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Uma gente que aliou a força do turismo à força da mulher

Há coisa de três meses, exatamente no dia 02 de janeiro, uma cidade brasileira quase saiu do mapa em razão de fortes chuvas. São Luiz de Paraitinga, pólo de turismo histórico e cultural, ficou transformada em escombros. Nós, aqui no tudoeturismo, comentamos o fato comparando-o com o que houve em Angra dos Reis, cidade do Estado do Rio que também sofreu perdas consideráveis em razão das chuvas. Demonstramos que a fatalidade destruiu Paraitinga, enquanto a irresponsabilidade dos governos causou os problemas em Angra dos Reis. No dia 06 de janeiro, escrevemos: “Cortada pelos rios Paraitinga, Paraibuna, Paraíba, Claro, Ribeirão Prata, Ribeirão Turvo e Ribeirão Chapéu, São Luiz do Paraitinga, cidade paulista do Vale do Paraíba, quase desapareceu em razão de uma fatalidade provocada pelas fortes chuvas do final do ano passado, que fizeram subir mais de 10 metros acima das margens, as águas do Paraitinga”.

Hoje, apenas três meses depois, somos surpreendidos com uma excelente notícia transmitida pelo jornal O Estado de São Paulo: “Reerguida, Paraitinga espera por turistas”. A matéria é de Bruno Paes Manso, que construiu um texto muito bom. Mas, um dos motivos do sucesso do trabalho de reconstrução, a TV Globo demonstrou, nas comemorações do Dia Internacional da Mulher: “As mulheres de São Luiz de Paraitinga assumiram o papel principal à frente do trabalho de reconstrução. O tudoeturismo reproduz a notícia e a matéria do Bruno Paes Manso, com uma frase do deputado estadual João Pedro: “Às vezes a gente acha que a reconstrução de uma cidade é providência impossível. As mulheres de Paraitinga entenderam que não. Elas resolveram enfrentar o desafio e os resultados aparecem com velocidade. Elas compreenderam que era possível fazer e, simplesmente, fizeram. O turismo é uma atividade econômica que tem este espírito”

Vamos, então, à matéria do Bruno Paes Manso. Não deixem de ler. Ela traz o exemplo de um povo, que sabe a importância que tem a força de vontade. Sabe que, por vezes, ela chega a ser maior do que a força da natureza.
“O caipira Pôncio Pilatos, interpretado pelo contador de histórias Ditão Virgilio, especializado em sacis, anuncia sobre o coreto da Praça da Matriz, em São Luís do Paraitinga, a chegada do império da congada, do moçambique e do maracatu. São 21h de quarta-feira. Começam os ensaios para a retomada do calendário cultural da cidade, três meses depois das enchentes que quase tiraram Paraitinga do mapa.

Na frente dos escombros da Igreja da Matriz, que desabou em janeiro durante as chuvas, um grupo de 30 pessoas trabalha para representar a Paixão de Cristo na Sexta-Feira Santa, com 150 figurantes. O evento pretende mostrar que São Luís do Paraitinga já se reergueu e está pronta para receber turistas. “Não queremos a agitação dos antigos carnavais, que trazia dinheiro, mas também problemas. Queremos mergulhar na nossa identidade cultural. A tragédia nos mostrou que por isso somos tão queridos”, diz o diretor de Turismo de São Luís do Paraitinga, Eduardo de Oliveira Coelho.

Franzino, o poeta e músico de modas de viola Marcelo Overá, que também toca na banda Tarancón, vai interpretar Jesus. Durante os ensaios, um homem solta na plateia que será preciso fabricar uma cruz de bambu para o Cristo magricelo aguentar o peso. Ditão, o Pôncio Pilatos com chapéu de palha, desce do palco para explicar à reportagem que Saci-Pererê até podia ser levado, mas não era malvado, recitando versos de cordel. “Saci era defensor da natureza. Somos a cidade com a maior quantidade de sacis no mundo”, diz.

Na frente das ruínas de um casarão de 1824, que também desabou durante as cheias, vai ocorrer a crucificação. Era um dos prédios mais antigos da cidade, propriedade da família de Antônio Ebran Júnior, diretor da Paixão de Cristo, que já tentava retomar a encenação em Paraitinga havia oito anos. A enchente levou as autoridades a cederem.

Foi de Ebran a ideia de misturar a saga religiosa com hits musicais das missas católicas e ritmos da cultura local, tocados ao vivo. “Nossa tradição mistura o sagrado e o profano”, explica. No ensaio, entre outras tarefas, o diretor precisa conter os ímpetos de Dhanija, de 5 anos, filha de “Jesus”, que tenta impedir os romanos de chicotearem o pai.

Ressurreição. Ensaios à noite. De manhã, a partir das 7 horas, sons de marreta, furadeira, caminhão, homens pintando fachadas e pedreiros fazendo reboque nas paredes. A festeira São Luís do Paraitinga está ansiosa para o recomeço. Os turistas ainda não voltaram. Duas das três entradas da cidade estão fechadas, o que pode assustar. Basta pegar a rota alternativa. Paraitinga já está pronta para receber.

Cerca de 80% do comércio reabriu. No feriado, mil leitos em pousadas e hotéis e duas mil refeições diárias nos restaurantes aguardam os visitantes. Além da Paixão de Cristo, com congada, moçambique e maracatu, haverá a tradicional procissão do Senhor Morto, novenas, a Malhação de Judas, com cortejo do Bloco Pé na Cova, orquestra sinfônica e coro da Universidade de São Paulo (USP). A cidade também recebe uma etapa da Haka Expedition, competição com as melhores equipes nacionais de esporte radical. Mas o ponto alto do feriado serão as missas, rezadas no meio dos escombros da Igreja da Matriz.

A rápida reconstrução de São Luís do Paraitinga surpreendeu até os mais otimistas. Depois das chuvas, a cidade teve cerca de 600 das 2 mil casas afetadas pelas águas. Dos 425 prédios tombados, 86 foram destruídos ou ficaram abalados. O carisma de Paraitinga e a grande concentração de investimentos e apoio permitiram a reviravolta.

Solidariedade. Nenhum morador da cidade passou fome, já que as doações permitiam oferecer até 5 mil marmitex por dia, suficiente para metade da população, sem contar os estoques de leite, arroz, feijão e macarrão para os que podiam cozinhar. O Supermercado Cursino, um dos primeiros a reabrir, dobrou a média de vendas de iogurtes, biscoitos e carne. “Já o consumo de arroz e feijão caiu porque muitos ainda têm cestas básicas”, diz João Rafael Cursino, proprietário do supermercado e integrante do bloco Os Estrambelhados.

As roupas, que lotam o ginásio municipal, começam a ser doadas para cidades vizinhas. Os comerciantes querem que os donativos cessem para a retomada da economia local. Não houve as temidas epidemias. Vieram remédios, médicos e enfermeiros. Alguns fornecedores deram créditos, perdoaram dívidas, permitindo que comerciantes se reerguessem aos poucos.

O empresário Michel Khayat Neto estima o prejuízo com as chuvas em R$ 320 mil, em equipamentos e estoques da Padaria Nossa Senhora da Aparecida. Em fevereiro, estava derrotado, quando um fornecedor da Marlboro veio bater com um cheque em sua porta. Khayat mandou o homem embora. Não tinha como pagar. Mas o fornecedor estava lá para perdoar a dívida de R$ 8 mil. “Ao todo, tive R$ 60 mil de dívida perdoada. Serei eternamente grato ao Depósito Michelin, Casa Sales, Moinho Correcta, Brahma. Ponha o nome deles no jornal”, pede, emocionado.

Serão reconstruídas ainda as duas igrejas, está prevista a reforma do Mercado Municipal e prefeitura, vão ser erguidas uma nova escola de música e uma biblioteca. O Instituto do Patrimônio Histórico Nacional (Iphan) e o Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico Estadual (Condephaat) dão assessoria permanente aos donos de imóveis tombados. Os investimentos devem chegar a R$ 40 milhões. Um novo slogan, que circulou em fevereiro, se popularizou entre os moradores: ‘Vamos construir uma cidade ainda melhor’.”

Cultura

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Petrópolis comemora 167 anos de fundação

Petrópolis está na pauta de trabalho diário do deputado estadual João Pedro em razão do desejo dele de ampliar as oportunidades econômicas da cidade pelo incentivo ao turismo. Uma de suas propostas para a cidade é recuperar a ligação do Rio com Petrópolis por via férrea, projeto que mobiliza um grande número de moradores e empresários locais.

Petrópolis é, sem qualquer dúvida, o mais importante pólo turístico do interior do estado e um dos mais importantes do Brasil. O jornal O DIA neste final de semana homenageou a cidade pela passagem de seus 167 anos de fundação, com uma matéria publicada no suplemento “O DIA NO ESTADO”, do jornal O DIA.

A matéria preenche a capa do suplemento com a chamada “O turismo em festa na Serra Fluminense” e duas páginas inteiras. Uma delas contém informações sobre os eventos de comemoração do aniversário e indica os melhores pontos turísticos da cidade. A outra contém as respostas que o prefeito Paulo Mustrangi ofereceu para os problemas que tem a cidade com o sistema de transportes e saúde. Na entrevista, o prefeito fala sobre o projeto que prevê a presença da estrutura administrativa da prefeitura nos bairros e discorre sobre a sua capacidade de articulação política.

A história da cidade está contada no site da prefeitura:

“A Serra da Estrela, onde se encontra Petrópolis, era praticamente desconhecida pelos colonizadores portugueses nos primeiros 200 anos de colonização, salvo por alguma expedição exploratória para tomar posse de sesmarias.  Isso, por causa do enorme paredão montanhoso de mais de 1000m de altura que tinha que ser vencido para se chegar até lá; e, também, pela presença dos bravios índios Coroados que habitavam serra acima.

Ali não havia atividade econômica.  Somente quando os bandeirantes paulistas descobriram ouro nas Minas Gerais é que foi aberto o Caminho Novo, em 1704, para facilitar a viagem até as vilas mineradoras. O caminho era “novo” porque havia outro, o “velho”, desde meados dos anos 1600, muito longo e de difícil trânsito, aberto pelos próprios bandeirantes, constituído de trilhas e picadas até as minas de ouro.

É impossível pensar Petrópolis, Juiz de Fora, Barbacena, São João Del Rei e Ouro Preto sem antes pensar o Caminho Novo.  Também não dá para entender Petrópolis sem a subida da Serra Velha, por onde vieram os nossos pioneiros colonizadores.  Conhecer esses caminhos é conhecer 300 anos da nossa história, que começou em 1724 quando Bernardo Soares de Proença abriu a variante do Caminho Novo, passando pelo alto da serra onde hoje está nossa cidade.

O Caminho Novo faz parte de uma rede de importantes caminhos do Brasil Colonial aos quais era dado o nome de Estrada Real.  Muitos desses caminhos eram antigas trilhas e veredas abertas pelos bandeirantes que se embrenhavam pelo sertão, na direção de Minas Gerais e Goiás, à procura de ouro e pedras preciosas.

O mais antigo deles, conhecido como Caminho Velho, ia de São Paulo, de Piratininga até Taubaté, subia a Serra da Mantiqueira, passava por São João Del Rey e ia para Vila Rica, Caetés, Sabará.  Dali havia extensões para Tijuco (Diamantina), Jaguará, até a região da Fazenda Meia Ponte, hoje Pirenópolis, Goiás.

Mas quem vinha da capital, Rio de Janeiro, tinha de ir em uma embarcação até Paraty, subir e descer a Serra do Mar até Taubaté para encontrar o Caminho Velho e seguir adiante.  Do Rio eram “99 dias de viagem, sendo 43 a pé ou a cavalo”, conforme descrição do Governador Geral Artur de Sá e Meneses, que fez a viagem em 1699, para avaliar as possibilidades da exploração do ouro.  Foi após essa viagem que ficou decidida a abertura de um caminho oficial por onde pudesse ser transportado sob controle, o ouro extraído nas minas e fosse feito todo o suprimento das dezenas de arraiais e vilas que iam surgindo em torno da mineração.

O Caminho Novo foi aberto por Garcia Rodrigues Paes e levava vinte ou trinta dias de viagem, um terço do tempo feito pelo Caminho Velho.  Ele iniciava num porto do rio Pilar, que deságua no fundo da baía da Guanabara, subia a Serra do Mar na altura de Xerém, passava por Marcos da Costa, Paty do Alferes e Paraíba do Sul, onde havia um Registro para a fiscalização colonial e seguia para as Minas Gerais, passando por Juiz de Fora e Barbacena.

Ocorre que, a subida do paredão da Serra do Mar, em Xerém, era muito íngreme, onde muitas vezes, pessoas e mulas carregadas rolavam ribanceira abaixo.  Depois de vinte anos de sofrimento, Bernardo Proença, um rico fazendeiro da região, se propôs abrir uma nova subida da Serra por antiga trilha de índios em sua fazenda.

Aceita a proposta, Proença construiu o Porto da Estrela no fundo da baía da Guanabara, onde é hoje a Praia de Mauá e que se tornou logo numa importante vila, depósito e escoamento de mercadorias.  Esse porto com sua capela em louvor de Nossa Senhora Estrela dos Mares está hoje em ruínas, mas ainda pode ser visitado.  Ele foi o início da variante do Caminho Novo por onde os tropeiros subiam a Serra do Mar, atravessando a exuberante encosta da nossa Serra Velha.

Chegando ao Alto, a Variante de Proença seguia em direção à área onde hoje está situada a Estação de Transbordo Imperatriz Leopoldina, passando pela fazenda do Córrego Seco, onde, mais tarde, surgiria Petrópolis.  Dali os tropeiros tomavam a atual rua Silva Jardim até o Quissamã.

Para chegar a Corrêas, os viajantes percorriam um trecho que até hoje tem o nome de Estrada Mineira. Vinha depois Pedro do Rio, Secretário, Cebolas, até encontrar o Caminho Novo de Garcia Rodrigues Paes em Paraíba do Sul, prosseguindo, então, até a região das minas de ouro.  Em Barbacena, também há hoje um bairro com o nome de Caminho Novo e uma Rua Caminho Novo, sobre os antigos trechos da histórica trilha.

Segundo o Registro de Paraíba do Sul em 1824, a cada dia, indo e vindo, passavam em média pelo Caminho Novo 153 mulas dos tropeiros e 77 pessoas. Por ela também passaram os importantes viajantes naturalistas dos anos 1800 como Spitz, Von Martius, Saint Hilaire, Walsh, Freireys e muitos outros que, como o Barão de Langsdorff, queriam conhecer as riquezas do novo país para informar as possibilidades de exploração aos seus governos.

Bernardo Proença recebeu pelo seu trabalho, uma sesmaria no Alto da Serra onde hoje está quase toda a cidade de Petrópolis.  Outras sesmarias foram distribuídas ao longo do Caminho Novo e logo a região se desenvolveu muito.  Se ele não tivesse aberto a Variante do Caminho Novo passando pelo Córrego Seco, todo o desenvolvimento da nossa região teria acontecido no eixo Xerém – Paty do Alferes -Miguel Pereira – Paraíba do Sul, que era o traçado original daquela via feita por Garcia Rodrigues Paes.

Bernardo Proença recebe três homenagens em Petrópolis: um monumento próximo à Estação de Transbordo Imperatriz Leopoldina, o nome de uma rua no bairro do Itamarati e o de um conjunto habitacional em Corrêas.  Garcia Rodrigues Paes é lembrado em um monumento em Paraíba do Sul.

O Brasil, antes desses caminhos não existia como unidade geopolítica e administrativa.  Havia algumas feitorias explorando açúcar no litoral e outros núcleos urbanos na Bahia, Nordeste e São Paulo.  Esses caminhos ligaram o interior ao litoral, promovendo uma unificação cultural e de esforços que resultou na ocupação e no desenvolvimento de uma vasta região onde se instalaram fazendas, ranchos, pousos e vendas.

Data daí, também, o início da nossa atividade administrativa pública organizada com o emprego de funcionários para controle da zona mineira, como fiscais, meirinhos, corregedores; a criação dos “Registros” ao longo dos caminhos; monetarização da economia, com a criação da Casa da Moeda, das Casas de Fundição e a formação, enfim, de uma classe média mais sólida, ao lado de outras como as dos mineradores, artesãos, administradores, comerciantes etc.

As primeiras sesmarias distribuídas no “sertão de serra acima do Inhomirim” pelo governo português datam de 1686 a algumas pessoas que, no momento, se destacavam na vida política e na segurança da Colônia.  Mas devido à presença dos índios Coroados e das dificuldades de subir a serra, somente com o Caminho Novo e com a concessão de novas glebas a sesmeiros, a atividade econômica desenvolveu a região.  Quando Petrópolis foi fundado 130 anos depois, já havia um grande número de fazendas e alguma atividade industrial entre a baia da Guanabara e Vila Rica, conforme descreve o Barão de Langsdorff no primeiro volume de seus diários.  Assim, o trânsito pelo Caminho Novo era muito grande.

Na região onde seria fundado Petrópolis, as fazendas mais importantes eram:

  • Fazenda do Rio da Cidade, na Estrada do Contorno.
  • Fazenda do Pe. Correia, em Corrêas.
  • Fazenda do Córrego Seco, cuja sede era onde hoje está o Ed. Pio XII (Rua Marechal Deodoro, no Centro Histórico).
  • Fazendas Quitandinha, Samambaia, Retiro de São Tomás e São Luiz, Itamaraty, Secretário, que depois deram seus nomes aos bairros da cidade e dos distritos.
  • Fazenda da Engenhoca, onde hoje está a Estação de Transbordo de Corrêas.
  • Fazenda Manga-larga e Fazenda das Arcas, em Itaipava.
  • Fazenda Sumidouro, em Pedro do Rio.
  • Fazenda Santo Antônio, na estrada Philúvio Cerqueira (Petrópolis – Teresópolis).
  • Fazenda das Pedras, na Serra das Araras.

Quem quiser conhecer mais é só visitar o site da prefeitura.

Angeline Tostes e o carnaval de Miracema

“Proprietária de grande extensão de terra no noroeste e no norte do Estado do Rio de Janeiro no século XVII e XVIII, Dona Ermelinda Rodrigues Pereira iniciou, com a decisão de doar parte de suas propriedades para formação da freguesia de Santo Antônio, a criação do município de Miracema, hoje com 26 mil habitantes.

A cidade compõe a Região Turística Noroeste das Águas, classificação estabelecida pela Companhia de Turismo do Estado do Rio de Janeiro, TURISRIO, com base nos pólos turísticos regionais.  Ela possui pontos turísticos bem interessantes como são a Cachoeira da Cara, com pequenas cascatas formadas pelos desníveis do terreno; a Cachoeira do Conde, do Moura e do Paraíso Tobias. Outro ponto a merecer visita é o Açude Vale do Cedro, lago artificial cercado por árvores de grande porte.

Miracema abençoa a cultura com o Centro Histórico da Cidade, que tem importantes exemplares de arquitetura eclética, todos construídos por mestres artesãos italianos. Há também a Igreja Matriz Santo Antônio, inaugurada em 1900.  Em nossa última visita a cidade, conhecemos a biblioteca especializada em Ciências Humanas, que possui um excelente acervo com material que recupera a memória de Miracema.

Os calendários estaduais dizem que Miracema oferece duas festas populares, uma em maio, que comemora o aniversário da cidade e abriga a Exposição Agropecuária Industrial e em junho, para a festa do padroeiro, Santo Antônio. Deveria abrigar também o carnaval, que este ano chegou às ruas de Miracema com a alegria dos blocos e união das famílias e turistas.

Soubemos do sucesso do carnaval de Miracema pelo twitter, numa das mensagens postadas por Angeline Tostes, que ontem inserir os detalhes no blog http://blogovagalume.blogspot.com. Parte do texto, tomamos a liberdade de reproduzir:

“Fizemos algumas postagens para conhecer a opinião do leitor vagalume sobre o Carnaval de Miracema 2010(…).

Conversamos recentemente com um amigo que é especialista em entretenimento, turismo e coisas do gênero e a conclusão a que chegamos é que festas dessa monta são cíclicas. Vamos explicar o motivo. Assim como no final da década de 80 começou a surgir a moda do axé music, da música baiana, do carnaval em Salvador, nota-se que essa moda começa a perder força. A prova disso está no ressurgimento do carnaval de rua da capital fluminense, que esse ano contou com um público que superou o carnaval de Salvador.

Assim como a cidade do Rio de Janeiro investe no carnaval de rua, entendemos que não há carnaval de rua melhor do que o carnaval do interior. Comenta-se muito sobre as pessoas do interior buscarem a praia no carnaval. Isso de fato acontece. Porém, também ocorre de muitas pessoas buscarem o carnaval de Ouro Preto-MG. E aí?

E aí, é que necessitamos investir em nosso carnaval, na ressuscitação dos grandes carnavais miracemenses. O retorno da Escola de Samba Unidos no Samba e na Cor é por si só uma demonstração de que as coisas começam a melhorar. Melhor ainda quando assistimos a um belíssimo desfile das escolas de samba que já vêm lutando pela recuperação do carnaval como ‘Os Magnatas’, ‘Alto do Cruzeiro’, ‘Maçarico’, etc.

Se a reunião da tradição com a competência resultar em grandes desfiles, com certeza essa etapa do trabalho está completa. Até banda com marchinhas estava lá, isso já vem de alguns anos. E o que falta? Ah! Pelo que observamos nesse carnaval falta a população miracemense acreditar que temos o melhor carnaval do estado e contribuir com essa união de forças. Os blocos estavam maravilhosos, mas só desfilaram à noite. Por quê? O lugar de bloco é na rua, não é à toa que surgiu a expressão ‘ colocar o bloco na rua’. Portanto, nossa sugestão é a de que os blocos tenham horários para desfilarem durante o dia nas ruas de Miracema.

No mais, realmente o som estava muito ruim, na Rua Direita reinou a paz. Se havia falta de policiamento, só vimos circulando 3 viaturas, 2 Gol da Volkswagen e 1 camburão. Se houve brigas, foi no ‘novo inferninho’, ou melhor, no show lá pelas bandas dos Correios. Aliás, diga-se de passagem, a melhor coisa que aconteceu foi o fim do ‘Inferninho’, na Rua Barroso de Carvalho.

Aos adolescentes, que são a força jovem de nossa cidade, fica aqui o pedido: ao invés de aceitarem convites e viajarem… façam os convites e tragam a moçada para Miracema! Muitos blocos poderão surgir, até os mascarados retornarão. Porque clóvis, com belas fantasias, tínhamos aos montes”.

Desenvolvimento

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