Posts com a tag: ‘Dep. João Pedro Figueira’

Números do turismo: 43; 25001

Estamos a pouco tempo de saber quem, nos próximos quatro anos, governará o Estado do Rio de Janeiro, que tem, por resolução da natureza, o turismo como sua vocação econômica, embora, os governos não percebam.

Até aqui as pesquisas de intenções de votos indicam a vitória fácil, já no primeiro turno, do governador Sérgio Cabral Filho, que dá ao tema um lugar menor no seu governo.

Provavelmente, seria diferente se vencesse o candidato Fernando Gabeira, em razão do que se vê estabelecido no programa de governo que ele apresentou ao debate.

Diz ele, no site de campanha:

Cultura e turismo são irmãos siameses na história, economia e vocação do Rio de Janeiro. A política para o turismo do governo Fernando Gabeira também será dirigida a todo o estado. Em cada um dos municípios a população local reserva ao menos um dia do ano para fazer uma grande festa, uma celebração. Há a Festa do Tomate de Paty de Alferes, o Festival da Cachaça e a Festa Literária Internacional de Paraty, o Festival de Inverno de Nova Friburgo, o Festival de Jazz e Blues de Rio das Ostras e inúmeros outros eventos.

O governo estadual vai incorporá-los a um calendário estadual de turismo, articulado aos de esporte e de cultura. Isso vai multiplicar o público (nossas estradas devem estar preparadas para o aumento do fluxo de veículos), enriquecer o espetáculo, aumentar a renda das pessoas envolvidas direta e indiretamente com as festas e acrescentar algo ao orçamento dos municípios.

Ainda no âmbito da descentralização da política para o turismo, vamos reativar a estrada de ferro que liga a Estação Leopoldina, no centro do Rio de Janeiro, à cidade de Petrópolis. Cariocas, petropolitanos e todos os turistas terão muito a ganhar, em comodidade, segurança, preços e serviços. Na Copa do Mundo de 2014, Petrópolis vai poder melhor acolher uma delegação estrangeira.

O turismo é uma grande fonte de emprego e renda, um dos ativos mais valiosos do Rio de Janeiro. Mas o atual governo não lhe dá a devida atenção, talvez confiando em que o mercado, sozinho, se encarregue do assunto. É um erro que nos faz mais pobres. O turismo, como tudo mais, também reclama inteligência e planejamento. O Banco Interamericano de Desenvolvimento abriu, recentemente, uma linha de crédito de 187 milhões de dólares para fomento ao turismo.

O projeto apresentado pelo Rio de Janeiro não pode ser aprovado porque só continha orçamento de obras, quando o edital estipulava que parte da verba deveria ser alocada em treinamento, qualificação e divulgação. A secretaria de obras pode até funcionar, mas a de turismo não. Isso vai mudar no governo Fernando Gabeira”.

Quem comparar essas propostas com as apresentadas durante todo o ano pelo deputado estadual João Pedro, Presidente da Comissão de Turismo da Assembléia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro, não terá dúvidas de que ele é o orientador do candidato Fernando Gabeira na composição do tema.

No corpo de propostas do Fernando Gabeira falta o compromisso de criar uma Secretaria Específica e Exclusiva para o turismo, proposta que abre o leque de sugestões do deputado João Pedro, que há muito tempo compreende o turismo como atividade essencial e não complementar.

Fernando Gabeira comete o erro grasso de, novamente, creditar ao turismo o papel de atividade coadjuvante da cultura. Para um estado como é o Estado do Rio, tudo é turismo. O transporte, a educação, a segurança, a infra-estrutura, a saúde, enfim, todas as políticas públicas levam vantagem quando o turismo leva e sustentam o turismo, quando funcionam bem.

Quem acredita no turismo como uma atividade essencial e nele vê excelente potencial econômico tem o voto no Fernando Gabeira, 43 e no João Pedro 25001, como excelentes opções.

Turismo

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Um assunto antigo, mas atual

Em outubro de 1981, Rubem Medina publicou “Brasil, o Atalho para o Amanhecer”, uma obra destinada a rediscutir o Brasil e, em especial, o Rio de Janeiro, no momento importante de início da redemocratização.

O turismo é tema de um capítulo da obra e foi apresentado com o mesmo foco adotado pelo deputado estadual João Pedro, desde o momento em que ele assumiu a Presidência da Comissão de Turismo da Assembléia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro: “Rio, a Vocação Turística”.

Para demonstrar que o tema não envelhece, resolvemos transcrever algumas passagens da obra do Rubem Medina, que depois de ser deputado federal por nove mandatos consecutivos dedicados à defesa do Rio e do turismo como vocação econômica do Rio, exerceu a função de Secretário Municipal de Turismo na Cidade.

Medina abriu a obra com uma frase de seu pai, Abraham Medina, personalidade que durante toda a sua vida, dedicou amor ao Rio: “Hoje vejo minha cidade triste. E, no entanto, tudo que fez um dia o encanto do Rio continua aí: o sol, o mar, a paisagem e, sobretudo, essa gente de uma fibra a toda prova, pronta a sair às ruas cantando e dançando ao menor pretexto”.

No texto, mais adiante, depois de comentar os potenciais econômicos do estado com a industrialização, agricultura e serviços, Rubem Medina recupera a frase do pai para dizer: “O Rio, a cidade do Rio de Janeiro, independentemente de suas possibilidades industriais em zonas específicas, precisa, ao longo de seus quilômetros de praia, ser transformado num imenso, maravilhoso e ultra-rentável balneário. Como diz o meu pai, está tudo aí: o sol, a praia, a luz, as cores, a alegria e o charme de um povo, capital que não pode ficar estagnado como está agora.

E não só no Rio estão os potenciais turísticos deste estado. Onde, no mundo, encontram-se extensão de praias tão lindas, de mar tão azul e cristalino, de areias cercadas de vegetação agreste, ainda selvagem como na Costa do Sol?

Onde, no mundo, encontram-se serras como a do Mar, com cidades como Petrópolis, Teresópolis, Friburgo, Miguel Pereira, Itatiaia, que permitem o sol forte e quente pela manhã e o frio seco e saudável ao entardecer num mesmo dia?

E mais: por todos esses lugares – praias e serras – já existe a base de uma infra-estrutura turística, com hotéis e restaurantes de boa qualidade. Claro que ainda falta muita coisa, sobretudo em quantidade. Mas, isso só poderá surgir com um trabalho consciente e dirigido, planejado. Pois ninguém irá investir em turismo se não tiver a garantia de ter turistas. E, para isso, é preciso uma infra-estrutura de base (…)”.

Aqui, neste trecho, entra o deputado João Pedro: “Vejam vocês, que entre 1981 e 2010, lá se vão 29 anos. Naquele ano, eu contava 14 anos de idade e o Medina já apresentava um problema que eu, hoje, ainda encontro aqui no Rio: a falta de infra-estrutura necessária ao turismo. Ainda hoje, 29 anos depois da obra publicada pelo Medina, que já identificava um problema existente há muito tempo, o problema persiste.

È minha obrigação sensibilizar o governo do estado e a prefeitura do Rio para a oportunidade impar que temos para incentivar o turismo com o retorno do Rock In Rio, para o próximo ano, realização da Copa, em 2014 e das Olimpíadas em 2016.  Esse é um dos pontos que me motiva a ser candidato a reeleição e permanecer na Assembléia Legislativa na defesa do tema.

Turismo, Uncategorized

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O Poder Público não faz a sua parte

Financiada pelo Programa de Indução de Negócios no Mercado Receptivo Brasileiro, iniciativa do Ministério do Turismo, a Associação Brasileira de Agentes de Viagens (ABAV) ouviu, recentemente, os seus associados e um grupo representativo de empresários vinculados ao setor e localizados em diversas regiões do País, para conhecer os fatores que dificultam o desenvolvimento da atividade no Brasil. O Presidente Nacional da ABAV, Carlos Alberto Amorim Ferreira, Kaká, divulgou o resultado no site da organização, http://www.portalabav.com.br/default.aspx .

A pesquisa apontou, entre outras coisas, a pouca integração entre o poder público e o setor privado no incentivo ao turismo. Claramente, enquanto o setor privado busca meio e modos de melhorar a qualidade dos serviços de recepção ao turista, para, principalmente, estimular o seu retorno, o setor público não cuida da infraestrutura essencial, assim considerados os serviços de transportes, segurança pública, orientação e apoio logístico.

Neste quesito, a percepção do tudoeturismo é de que a situação é mais grave no Rio de Janeiro. O Presidente da Comissão de Turismo da Assembléia Legislativa do Estado, deputado João Pedro e o ex-Secretário Municipal de Turismo da Cidade do Rio de Janeiro, Rubem Medina, personalidade com vínculo forte e histórico com o tema, comentaram o fato:

Deputado João Pedro: “A minha percepção é a mesma que a pesquisa da ABAV apresenta e vem sendo confirmada desde as minhas primeiras incursões no tema. O Governo do Estado do Rio e, durante algum tempo, mesmo a Prefeitura da Capital, sem diferença para os diversos períodos de gestão, fogem do tema. Claramente não reconhecem o turismo como uma atividade econômica vocacional dos diversos municípios do estado.

E, a sinalização começa com a composição da estrutura institucional. O Governo do Estado não tem uma Secretaria específica para o turismo. Ele, ao longo do tempo, tem misturado os conceitos e, presentemente, une Esporte, Lazer e Turismo. Outro ponto grave é a designação de recursos do orçamento. O Turismo fica com zero, vírgula zero qualquer coisa. Tentei emendar para 1% e não contei com o Governo do Estado.

Rubem Medina: “O resultado da pesquisa está confirmado na prática, mas se considerarmos o que houve na relação do setor público com o setor privado ao longo dos anos, verificaremos uma melhora substantiva. Estamos longe do ponto ideal, mas houve melhora. Vejam o caso da Cidade do Rio de Janeiro.

Por aqui, a Prefeitura designou uma estrutura específica, momento em que assumi a Secretaria Especial de Turismo, organismo frágil pela ausência de recursos, mas já um primeiro passo. Li, a pesquisa da ABAV. Ela indicou outros pontos importantes, como a identificação da ausência de qualificação da mão de obra e o número pequeno de escolas de línguas. Enquanto Secretário Municipal de Turismo, eu agi fortemente neste quesito com a reprodução no Rio dos diversos programas de qualificação de mão de obra e de preparação dos agentes que recepcionam os turistas. Caso clássico dos motoristas de taxi, que receberam cursos de idiomas gratuitos.

E, não há como desconhecer que houve avanço significativo no que diz respeito à atuação do poder público, quando se observa o trabalho que tem feito o Ministério do Turismo e os programas por ele criados”.

A pesquisa da ABAV demonstrou também que há necessidade de treinamentos em Gestão empresarial, Qualidade em atendimento, Planejamento estratégico, Idiomas e Geografia. E, por fim, traçou sugestões de providências estratégicas para os grandes eventos, principalmente para a Copa do Mundo de 2014 e apresentou dados sobre o setor:

Sugestões de estratégias para grandes eventos como Copa do Mundo:

  1. Treinamento de toda a cadeia produtiva envolvida
  2. Desenvolvimento e estruturação de roteiros regionais, que estimulem a permanência do turista
  3. Melhoria e ampliação de infraestrutura portuária, aeroportuária e rodoviária
  4. Criação de postos de atendimento ao turista.
  5. Sinalização turística trilíngue

Dados: Perfil dos visitantes por região.

Região Sul: 41% dos turistas que chegam a esta região são oriundos de países visinhos da América do Sul. Estados Unidos e Europa vêm empatados, com 23%, seguido da América Central, com 9% e da Ásia, com 4%.

Região Sudeste: A maioria dos turistas é proveniente da América do Sul e da Europa, ambos com 34%. Em seguida vem a América Central, com 12% e Estados Unidos, com 7%. Ásia, África e Oceania representam juntas, 13%.

Região Norte: A maioria dos turistas que visita o Nordeste vem da América do Norte e da Europa, com 33% cada. Os Estados Unidos representam 16%, seguidos da Ásia, com 6% e da África, com 3%.

Região Nordeste: América do Sul e Europa são os principais emissores, com 34% cada. América Central representa 12% e Estados Unidos 8%. Ásia, África e Oceania somam 12%. Região Centro Oeste:

Aqui, são os turistas da América do Sul que mais viajam a região, totalizando 32%. Países como Estados Unidos, Europa, Ásia e Oceania representam cada, 17% do volume.

Negócios

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Uma promessa vazia

O Caderno de Turismo confirma a denúncia que o deputado estadual João Pedro, Presidente da Comissão de Turismo da Assembléia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro, tem feito do pouco caso com que o governo estadual trata com a atividade, por desconhecer, disse ele, “que o turismo é atividade econômica essencial para o desenvolvimento do estado e de grande parte de seus municípios.

O caderno é uma iniciativa do Fórum Permanente de Desenvolvimento do Estado do Rio de Janeiro, organismo formado por instituições públicas e privadas, entre elas, a UERJ, a Fecomércio e a própria Assembléia Legislativa.

O site do jornal O Globo repercutiu ontem, dia 09, às 23h49min, um dos pontos do Caderno de Turismo, com a denúncia: “Falta de Infraestrutura é entrave para o turismo no interior do estado” e o jornal destinou ao tema um excelente espaço em sua edição de hoje, segunda-feira “Encantos (e problemas mil)”.

A matéria faz um apanhado dos dados presentes no Caderno de Turismo, ressalta que dos 92 municípios do estado, 66 sequer têm rodovias intermunicipais, só 18 têm aeroportos e em quase todos falta sinalização para localizar os principais pontos turísticos ou históricos e diz que em seis municípios não há lugar para pernoite.

O governo do estado está presente na matéria representado pela Secretária de Turismo, Esporte e Lazer, Márcia Lins, que promete obras e providências diversas para resolver a infraestrutura com dinheiro fornecido do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), empréstimo previsto de 187 milhões de dólares. Promete, mas durante os três anos e meio de governo do Governador Sérgio Cabral Filho, a Secretaria não conseguiu dar conseqüência razoável aos recursos destinados ao estado pelo Programa de Desenvolvimento do Turismo, Prodetur.

Mas, quem sabe, agora, com menos de seis meses de governo, a Secretaria de Turismo, Esporte e Lazer consiga fazer, uma Secretaria que o bom senso aconselharia ser, tão somente, Secretaria Estadual de Turismo, com o entendimento de que o turismo é uma atividade econômica que vai muito além dos conceitos de Esporte e Lazer.

O Caderno de Turismo está disponível no site Quero discutir o meu Estado.

Denúncia

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