Estamos a pouco tempo de saber quem, nos próximos quatro anos, governará o Estado do Rio de Janeiro, que tem, por resolução da natureza, o turismo como sua vocação econômica, embora, os governos não percebam.
Até aqui as pesquisas de intenções de votos indicam a vitória fácil, já no primeiro turno, do governador Sérgio Cabral Filho, que dá ao tema um lugar menor no seu governo.
Provavelmente, seria diferente se vencesse o candidato Fernando Gabeira, em razão do que se vê estabelecido no programa de governo que ele apresentou ao debate.
Diz ele, no site de campanha:
“Cultura e turismo são irmãos siameses na história, economia e vocação do Rio de Janeiro. A política para o turismo do governo Fernando Gabeira também será dirigida a todo o estado. Em cada um dos municípios a população local reserva ao menos um dia do ano para fazer uma grande festa, uma celebração. Há a Festa do Tomate de Paty de Alferes, o Festival da Cachaça e a Festa Literária Internacional de Paraty, o Festival de Inverno de Nova Friburgo, o Festival de Jazz e Blues de Rio das Ostras e inúmeros outros eventos.
O governo estadual vai incorporá-los a um calendário estadual de turismo, articulado aos de esporte e de cultura. Isso vai multiplicar o público (nossas estradas devem estar preparadas para o aumento do fluxo de veículos), enriquecer o espetáculo, aumentar a renda das pessoas envolvidas direta e indiretamente com as festas e acrescentar algo ao orçamento dos municípios.
Ainda no âmbito da descentralização da política para o turismo, vamos reativar a estrada de ferro que liga a Estação Leopoldina, no centro do Rio de Janeiro, à cidade de Petrópolis. Cariocas, petropolitanos e todos os turistas terão muito a ganhar, em comodidade, segurança, preços e serviços. Na Copa do Mundo de 2014, Petrópolis vai poder melhor acolher uma delegação estrangeira.
O turismo é uma grande fonte de emprego e renda, um dos ativos mais valiosos do Rio de Janeiro. Mas o atual governo não lhe dá a devida atenção, talvez confiando em que o mercado, sozinho, se encarregue do assunto. É um erro que nos faz mais pobres. O turismo, como tudo mais, também reclama inteligência e planejamento. O Banco Interamericano de Desenvolvimento abriu, recentemente, uma linha de crédito de 187 milhões de dólares para fomento ao turismo.
O projeto apresentado pelo Rio de Janeiro não pode ser aprovado porque só continha orçamento de obras, quando o edital estipulava que parte da verba deveria ser alocada em treinamento, qualificação e divulgação. A secretaria de obras pode até funcionar, mas a de turismo não. Isso vai mudar no governo Fernando Gabeira”.
Quem comparar essas propostas com as apresentadas durante todo o ano pelo deputado estadual João Pedro, Presidente da Comissão de Turismo da Assembléia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro, não terá dúvidas de que ele é o orientador do candidato Fernando Gabeira na composição do tema.
No corpo de propostas do Fernando Gabeira falta o compromisso de criar uma Secretaria Específica e Exclusiva para o turismo, proposta que abre o leque de sugestões do deputado João Pedro, que há muito tempo compreende o turismo como atividade essencial e não complementar.
Fernando Gabeira comete o erro grasso de, novamente, creditar ao turismo o papel de atividade coadjuvante da cultura. Para um estado como é o Estado do Rio, tudo é turismo. O transporte, a educação, a segurança, a infra-estrutura, a saúde, enfim, todas as políticas públicas levam vantagem quando o turismo leva e sustentam o turismo, quando funcionam bem.
Quem acredita no turismo como uma atividade essencial e nele vê excelente potencial econômico tem o voto no Fernando Gabeira, 43 e no João Pedro 25001, como excelentes opções.