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Os dez melhores bares cariocas

“With carnival kicking off next month, the bar and club owners of Copacabana and other tourist traps will be licking their lips at the prospect of how much money they’ll make from gullible tourists. But it doesn’t have to be that way.

There’s nothing Cariocas (Rio folk) enjoy more than hanging out in their favourite bar, and the ones we’ve chosen are all classics, part of the fabric of the city. Many are small botecos, local watering holes, ideal spots to cool off, hang out with the locals and get a beer for under £2 or a caipirinha for less than three.
If you’ve got a favourite local bar in Rio”

thumb os dez melhores bares cariocasCom este texto, que soma alerta e convite; carnaval e Copacabana, o jornal britânico The Guardian (nome bem sugestivo para a matéria) abre a indicação dos dez melhores bares cariocas.

Quem conhece e gosta dos serviços de um bar carioca sabe que o ranking não é o melhor, até porque lista exclusivamente bares da Zona Sul da Cidade. Pelo jeito da matéria Os “guardiões” do jornal britânico não visitaram, por exemplo, a Tijuca, que tem bares que nada perdem para os 10 listados.

Contudo, o trabalho vale muito pela divulgação das coisas boas que o Rio de Janeiro tem. Vamos à lista do The Guardian, que pode servir como roteiro para as noites de sexta e para os dias de carnaval:

  • Bar Brasil, na Lapa.
  • Azul Marinho, no Arpoador.
  • Jobi e Bracarense, no Leblon
  • Bar do Mineiro e Armazém São Thiago (Bar do Gomez), em Santa Teresa
  • Bar da Urca, na Urca, Cervantes, em Copacabana.
  • Bar Lagoa, na Lagoa
  • Brasileiro da Gávea, na Gávea.

Na mesma linha, o repórter Francisco Edson Alves do jornal O DIA organizou e publicou uma excelente matéria sobre as reformas na CADEG, Centro de Abastecimento do Estado da Guanabara: “CADEG: pés sujos viram pólo gastronômico”.

O trabalho noticia os investimentos feitos pelos empresários de alimentação na área da CADEG, ponto comercial que funciona durante a madrugada para o comércio de frutas, legumes e plantas de todas as espécies.

Pela natureza do comércio, o local, encerrado o movimento, apresentava a imagem de um final de feira, com restos de produtos e muita sujeira. Mas, localizado em Benfica, bairro de grande movimento de empresas transportadoras e pequenas indústrias, às margens de uma via das principais vias de acesso ao Rio, a CADEG vinha se apresentando como um ponto bom para estabelecer restaurantes e bares.

Alguém descobriu a oportunidade de negócios, investiu, e hoje o ambiente recebe comerciantes, moradores de todos os bairros do Rio e turistas, que tenham interesse de conhecer a boa comida caseira feita por brasileiros.

No entanto, o melhor bar carioca, está em Campinas, um local que você tem a oportunidade de conhecer aqui com uma peça produzida pela Casa das Máquinas, publicada no YOUTUBE.

Comentário

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Incêndio na Cidade do Samba

thumb incendio na cidade do samba

Na segunda-feira, poucos dias do início do carnaval, alguns galpões da Cidade do Samba foram destruídos pelo fogo e sacrificaram duramente pelo menos três escolas: Grande Rio, Portela e União da Ilha.

Para salvar os desfiles, a Prefeitura do Rio resolveu destinar R$ 3 milhões para as escolas mais sacrificadas. Na internet, uma verdadeira rebelião. Alguns internautas compararam os dispêndios da prefeitura para ajudar as escolas com a quantia encaminhada por ela para as cidades da região serrana que sofreram com as fortes chuvas.

Em resposta aos críticos, recupero um pequeno trecho dos melhores estudos que encontrei sobre os resultados financeiros que o Rio de Janeiro – os contribuintes locais – absorve com o carnaval.

O trabalho foi organizado pela Fundação Joaquim Nabuco, do Ministério da Educação e realizado pelos acadêmicos, Luiz Carlos Prestes Filho, Sérgio Cidade de Rezende, Carlos Saboya Monte, Clarissa Alves Machado, Sidney Limeira Sanches, Antonio Carlos Alkmin e Pedro Argemiro. Ele está publicado em pdf no endereço: http://www.fundaj.gov.br/geral/ascom/economia/economia_carnaval.pdf

“Cadeia Produtiva da Economia do Carnaval”:

De modo geral, entende-se cadeia produtiva como um conceito representativo das diversas etapas pelas quais passa um processo produtivo para a obtenção de um produto, ou produtos, para consumo final. De imediato, estaríamos então falando de um sacrilégio que profana a ciência econômica quando o associamos ao Carnaval? Nem tanto assim. Senão, vejamos.

O conjunto seqüenciado de atividades, que organizado em cadeia linear culmina com o desfile das escolas de samba na Marquês de Sapucaí, pode ser percebido como um processo cujo desenrolar, etapa por etapa – da pré-produção ao consumo – leva a um produto final, que é consumido por milhares de pessoas ao vivo e milhões de telespectadores no país e no mundo.

Trata-se da fabricação, forçando a analogia, de um entretenimento. Desde a produção da matéria-prima que será transformada em fantasias e carros alegóricos, passando pela elaboração de projetos criativos, por obtenção de recursos financeiros, divulgação e marketing, até a recepção pelo público do produto final – o grandioso desfile – miríades de fases são percorridas para entrega ao consumo do entretenimento procurado. Poderia se dizer que emoção e encantamento são, de fato, o produto final procurado pelo consumidor.

Na Economia do Carnaval, o produto carnavalesco por excelência – o desfile das escolas de samba, principalmente as do Grupo Especial – possui um grande potencial de demanda sobre a indústria fornecedora de materiais típicos para a construção de carros alegóricos, tais como plástico, ferragens, isopor, tecidos, tintas etc., e para a confecção de fantasias e adereços, assim como é importante gerador de oportunidades de empregos, contratando serviços de diferentes especialidades, tais como modeladores, costureiras, marceneiros, coreógrafos, entre outros, para sua produção.

Esses materiais e serviços citados anteriormente constituem, por assim dizer, a economia direta do carnaval. Acrescente-se à cadeia produtiva que gera diretamente o desfile das escolas de samba uma série de atividades que concorrem para a sua realização, contribuindo para que o sucesso da empreitada seja o maior possível, e que dela, a realização bem sucedida, se beneficia indiretamente.

Entre os setores que se beneficiam do desfile das escolas de samba destacam-se a indústria turística (alojamento, alimentação e transporte), a indústria do audiovisual (televisão, cinema, produção de DVDs), a indústria da música (gravação de CDs, edições e distribuições eletrônicas), a indústria editorial e gráfica (livros, jornais, revistas, posters, folhetos, artigos gráficos em geral), entretenimento (bailes, espetáculos, shows, bares), instrumentos de percussão, bebidas, serviços do comércio (formal e informal, de grande, médio e pequeno portes), sites da internet (culturais, informativos e comerciais), e uma variada gama de atividades informais.

São ainda importantes atividades integradas à Economia do Carnaval as políticas empreendidas pelo setor público, governos municipal e estadual, especialmente no que tange os aspectos industriais (implementação de infra-estruturas) e subvenções.

A resposta para os críticos é clara: a prefeitura do Rio, que não mediu esforços na ajuda em favor das cidades da Região Serrana, destinou R$ 3 milhões às Escolas de Samba, porque os recursos representam, na verdade, um forte investimento com elevada taxa de retorno e que preserva a imagem do Rio de Janeiro e um dos mais importantes instrumentos de exploração do turismo.

Turismo

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Faltou Planejamento

O Prefeito do Rio de Janeiro, o político Eduardo Paes, resolveu punir com prisão e multa as pessoas que urinam nas ruas e para dar visibilidade à nova medida, entendeu de fazer isso nos dias de carnaval.

Mas, o calor intenso somado ao carnaval estimula o consumo de um dos mais populares diuréticos: a cerveja. Como a incapacidade de planejar tem o tamanho do consumo de cerveja e da vontade de urinar, a prefeitura do Rio, apesar de haver multiplicado o número de banheiros químicos, não os colocou em número suficiente para atender a demanda. O fato provocou longas filas, banheiros imundos e tudo isso fez com que a vontade de urinar vencesse de longe o medo do folião de ir para a prisão. Muita gente acabou detida e inúmeros processos foram abertos.

O Secretário de Ordem Pública Municipal, o político Rodrigo Bethlem defendeu a medida: “Ele disse que o problema da urina no carnaval era tal que estava corroendo os edifícios e marcos históricos do Rio, inclusive um dos cartões postais da Cidade, os Arcos da Lapa” (O Globo, Brasil Online, matéria de Stuart Grudgings, publicada no site do jornal no dia 13 de fevereiro, às 16h33m. Logo me veio à cabeça os Arcos da Lapa desmoronando no momento em que alguém urinava numa das colunas.

Falta de planejamento, exageros e vontade de aparecer à parte, a verdade é que a medida chega num bom momento, porque nada é mais desagradável na vida de uma cidade do que ver gente urinando nas ruas e, no início do dia, sentir o forte cheiro deixado nas calçadas.

Resta, contudo, saber o que acontecerá com os inquéritos iniciados  e com a continuidade da medida após o carnaval.

Denúncia

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“Carnaval de Lucros”, principalmente para o turismo

Há poucos dias, numa das reuniões de organização da pauta da Comissão de Turismo da Assembléia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro, o seu presidente, deputado estadual João Pedro (DEM) destacou uma matéria publicada pelo Valor Econômico no dia 28 de janeiro, que demonstra o impacto econômico do carnaval sobre o turismo.

“Vale ler”, disse João Pedro, “principalmente a parte que faz considerações sobre o carnaval carioca, com dados retirados do estudo “Cadeia Produtiva da Economia do Carnaval”. Em seguida, João Pedro citou os números que o impressionaram e fez um alerta: “os dados apresentados pela matéria, que está assinada por Ediane Tiago, falam em mais de R$ 700 milhões por ano de resultado financeiro e na abertura de 470 mil novos empregos no mesmo período e tem mais: a Riotur estima, para o carnaval deste ano, a visita de 730 mil turistas, que deixarão por aqui algo em torno de 528 milhões de dólares.

É estupidez não compreender a importância do turismo como mecanismo de estímulo ao desenvolvimento econômico”.

O estudo citado na matéria é fruto do esforço conjunto de Luiz Carlos Prestes Filho, no papel de Coordenador Geral e dos técnicos especialistas, Sergio Cidade Rezende, Carlos Saboya Monte, Clarissa Alves Machado, Sidney Limeira Sanches, Antonio Carlos Alkim e Pedro Argemiro.

Como é preocupação permanente do tudoeturismo a observação do turismo como indústria capaz de produzir empregos, oportunidades de ocupação, renda e impostos, cabe a reprodução, pelo que tem de interessante, de parte da matéria publicada pelo Valor Econômico e sugerida à leitura pelo deputado estadual João Pedro:

“Já no Rio de Janeiro, os números baseiam-se no estudo “Cadeia Produtiva da Economia do Carnaval “, realizado com dados de 2006. Pelo levantamento, a Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Energia, Indústria e Serviços do Estado do Rio de Janeiro (Sedeis) estima que o Carnaval movimente mais de R$ 700 milhões por ano e mobilize 470,3 mil trabalhadores. “Estamos encontrando métricas para medir os negócios que são resultado do Carnaval . Para isso, apostamos na organização de arranjos produtivos locais para formalizar quem trabalha com este segmento”, diz Dulce Ângela Arouca Procópio de Carvalho, subsecretária de Estado de Comércio e Serviços.O número parece tímido para a indústria carnavalesca mais madura do país. Mas o estudo é uma amostragem que avaliou apenas os gastos com escolas de samba do grupo especial (12 agremiações). Leva em conta as atividades diretas – que envolvem as ações necessárias para a realização do desfile – e indiretas, a exemplo das cadeias do turismo, audiovisual, editorial e indústria de alimentos e bebidas.

Para os cariocas, o Carnaval é um importante produto, que movimenta segmentos que estão além do grupo especial. Pelas expectativas da Riotur, empresa de turismo do município, 730 mil turistas devem visitar a cidade no feriado e gastar US$ 528 milhões. Para se ter uma ideia da importância da festa, a Riotur calcula que o saldo do verão inteiro (dezembro a março) será de 2,6 milhões de turista e renda de US$ 1,876 bilhão. No ano passado, o movimento foi de 719 mil turistas que gastaram US$ 521 milhões durante a festa.

Segundo a Liga Independente das Escolas de Samba do Rio de Janeiro (Liesa), cada agremiação do grupo especial gasta em média R$ 5 milhões por ano. Chico Marins, diretor de cultura e desenvolvimento da escola de samba Porto da Pedra, diz que a renda total das escolas principais está na faixa de R$ 60 milhões e é gerada pelos próprios desfiles. Só a bilheteria neste ano deve render, segundo a Liesa, R$ 42 milhões. Desse total, 53,5% são distribuídos entre as agremiações, a outra fatia paga os custos com a realização do evento como aluguel do sambódromo, segurança etc. A Liesa ainda fatura com direitos de transmissão dos desfiles. “Há uma economia importante também no grupo de acesso – cujo número de escolas é de 60 – que ainda não conseguimos mensurar”, destaca Heliana (Heliana Marinho, gerente da área de desenvolvimento da economia criativa do Sebrae-RJ)

As escolas, que figuram como pessoas jurídicas, contratam costureiras – cada barracão mantém em média 300 profissionais para a confecção de fantasias -, marceneiros, carpinteiros, eletricistas, mecânicos, designers, carnavalescos, entre outros. “Temos de realizar um desfile com 3,5 mil componentes, construir carros alegóricos, organizar ensaios e ficar atentos a todos os detalhes”, diz. “Mantemos no barracão o coração da escola e distribuímos para os prestadores de serviço o restante da produção”, explica Marins. Na terceirização, ele ainda destaca boas oportunidades para historiadores e captadores de recursos. “Há muita pesquisa envolvida e a busca por patrocínio já está profissionalizada.”

Heliana estima que um carnavalesco ganhe entre R$ 200 mil e R$ 300 mil por ano. Este atrai uma cadeia artística que envolve designers, coreógrafos, puxadores de samba, compositores e músicos. Esses profissionais, juntamente com as celebridades, consomem boa parte do orçamento reservado para mão de obra. “A maioria dos envolvidos (90%) tem renda mensal de um salário mínimo”, comenta.

Para ampliar a renda, o governo fluminense prevê a estruturação administrativa e financeira das escolas de samba e dos polos de produção de artigos para o Carnaval . Entre os arranjos na mira da Sedeis e do SEBRAE estão o de bordados em Barra Mansa, o de máscaras em Barra do Piraí e o de sapatos, em São João do Meriti. Nessas localidades, o foco está na qualificação profissional e na formação de cooperativas. “Em Barra Mansa, são 800 bordadeiras que pretendemos engajar”, diz Dulce Ângela.

A estratégia anima profissionais como Sandra Maria Anastácia, bordadeira de Barra Mansa que ainda lucra pouco com a festa. Segundo ela, a demanda por bordados de fantasias aumenta entre setembro e fevereiro. “Consigo faturar apenas R$ 120,00 por mês bordando fantasias. Em cooperativa, conseguiria negócios melhores.”

Desenvolvimento

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