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Búzios, “Capital da Vela” – Homenagem merecida

Por ocasião do Pan 2007, Luiz Gustavo Medeiros Barbosa, mestre em Planejamento e Projetos Turísticos e Roberta Lima Santos, profissional pós-graduada em Turismo, Hotelaria e Entretenimento, dois técnicos da Fundação Getúlio Vargas, produziram, em 2003, um excelente trabalho para “Compreensão dos impactos e busca de uma estratégia para maximizar os benefícios” oferecidos pelo megaevento. (Leia o documento na íntegra aqui)

Na introdução, Luiz Gustavo e Roberta informam: “Os chamados Mega Eventos são, em sua grande maioria, eventos de curto prazo com conseqüências de longo prazo para as cidades sedes. Os resultados e as conseqüências geralmente mencionadas na literatura são: a provisão de infra-estrutura, os impactos econômicos e sociais, a renovação ou criação da imagem da cidade através da mídia, particularmente da TV. De acordo com Roche (1994), usualmente também é assumido que os mega eventos trazem conseqüências futuras em termos de turismo, realocação de plantas industriais e investimentos externos”.

Olhado por este prisma, o projeto de lei estadual 2.549, apresentado à Assembléia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro em 16 de setembro de 2009, que reconhece Armação de Búzios como “Capital da Vela” cresce de importância, porque estimula as organizações internacionais e esportistas vinculados ao esporte de vela e iatismo a promoverem megaeventos na cidade com excelentes resultados econômicos e sociais para a população local e para todo o Estado do Rio.

Há que se considerar a oportunidade do projeto também em razão da escolha do Rio de Janeiro como sede das Olimpíadas e Paraolimpíadas de 2016. Sem qualquer dúvida, o projeto amplia as possibilidades que terá, naquele momento, a cidade de Armação de Búzios para aproveitar os resultados econômicos oferecido pelos jogos.

Além do mais, o estudo elaborado pelos técnicos Luiz Gustavo e Roberta - retirados os pontos que cuidaram especificamente do PAN 2007 – é um trabalho que merece leitura e atenção por parte de quem gosta do turismo como tema de estudo e formulação.  Por isso, o site toma a liberdade de, a título de colaborar na sua divulgação, oferecê-lo aos seus visitantes.

E, quem queira conhecer mais detalhes sobre vela e iatismo uma boa dica é visitar o site Iatismo e Vela.

Turismo

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“Atitude Carioca”, boa pedida

A Câmara de Comércio e Indústria do Estado do Rio de Janeiro, CAERJ, foi instalada no dia 20 de Janeiro de 1977, com a intenção de ser um instrumento de defesa dos empresários cariocas e proporcionar um networking entre eles, com a realização de eventos e reuniões de comitês operacionais.

Em 2007, a Câmara criou o Prêmio Atitude Carioca, para homenagear personalidades do Rio de Janeiro que se destacaram no trabalho em favor do desenvolvimento sócio-econômico do estado.

Em 2008, receberam o prêmio, entre outras personalidades e empresas, o empresário Eike Batista, o Vice-Governador Luiz Fernando Pezão, o jornalista Ricardo Boechat, o SEBRAE, a Real Focus e os Correios em prol do desenvolvimento sócio-econômico do estado do Rio de Janeiro.

A seleção tomou por base projetos/programas de desempenho e geração de emprego e renda; abertura de oportunidades; valorização profissional e pessoal; incentivos para inovações e investimentos; condições para um sistema eficiente de produção e distribuição de bens e serviços à população; o estabelecimento do diálogo entre as diversas representações da sociedade civil a fim de discutir as políticas públicas e propor as medidas necessárias para alavancar o crescimento do estado do Rio de Janeiro.

Para destinar o Prêmio em 2009, a Câmara de Comércio e Indústria trouxe a Rede Record, o Governo do Estado e da Prefeitura do Rio e criou o site: www.atitudecarioca.com.br , espaço que os votantes podem utilizar para escolher os seus candidatos favoritos.

Na categoria turismo concorrem, Rubem Medina, Philip Carruthers e Jamick Daudet.

Cultura

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Delegacia de Proteção ao Turista

A jornalista Natália Alves e o deputado estadual João Pedro, na segunda-feira, entrevistaram o Delegado Fernando Vila da Delegacia Especial de Apoio ao Turista Estrangeiro.

A entrevista chama a atenção pela denúncia sutil que, no segundo bloco – a entrevista é apresentada em três blocos – fez o delegado de inexistência de um eficiente policiamento ostensivo nas áreas de maior interesse para o turista. Ele, provocado pelo deputado João Pedro, utilizou como exemplo concreto o túnel que dá passagem a quem caminha a pé entre Copacabana (Princesa Isabel) e o shopping Rio-Sul (Lauro Sodré). O túnel, apesar de curto, não tem policiamento e – não disse o delegado – tem péssima iluminação.

Delegacia do Turista

No mais, a entrevista serviu como esclarecimento sobre a importância que tem a existência de uma unidade policial especializada no atendimento ao turista estrangeiro, não só pela qualificação dos policiais que nela trabalham, mas, principalmente, pelo acervo que ela acumula de experiências no lidar com as abordagens e assaltos aos turistas. A Delegacia Especializada, no trabalho de investigação, termina por mapear as ocorrências e atuar também na orientação aos turistas.

Turista estrangeiro recebe tratamento especial na DEATCom justo motivo, a entrevistadora estranhou que a delegacia especializada não atenda o turista nacional. Ao responder, o delegado deixou claro que a delegacia é especializada exclusivamente pelo idioma. O que é um lamentável erro conceitual, porque a delegacia de polícia deveria ser por definição e antes de tudo, uma unidade de investigação dos crimes ocorridos.

Vídeo: http://www.tvalerj.tv/PlayMedia.do?mediaId=6808

O deputado João Pedro identificou a Lapa como ponto que deveria receber uma atenção especial da Delegacia Especializada.

“Nós e você. Já são dois gritando” O Rio precisa

O ambiente:

O Centro da Cidade do Rio de Janeiro é rico em patrimônio histórico e cultural. Dele faz parte, a Rua do Ouvidor, conhecida no passado como a “Rua dos Jornais”, por abrigar o Jornal do Commercio, A Nação, O Diário de Notícias, O País, A Gazeta de Notícias, O Correio da Manhã, A Reforma, A República, A Folha Popular e as revistas Semana e Malho.

Rua do Ouvidor

Nas pensões que existiam na Rua do Ouvidor, Tiradentes se hospedou para conspirar contra o governo e Duque de Caxias, nos tempos de glória. As confeitarias da Rua do Ouvidor foram palco dos papos criativos de Carlos Gomes e Olavo Bilac.

Depois de um longo tempo de abandono, o corredor cultural passou por um processo de revitalização em 1970, projeto que permitiu a conservação do pequeno comércio local.

O Restaurante Antigamente trabalha com temperos caseiros e é conhecido pela feijoada, que é oferecida na sexta, pelo cozido, prato principal de quinta-feira e pelo pagode e samba,  aos sábados.

Os personagens:

Carlos Eduardo Jardim foi editor e diretor executivo de administração e marketing no Grupo Jornal do Brasil, Secretário de Comunicação Social da Presidência da República e Diretor de Marketing da Empresa Brasileira de Turismo / EMBRATUR.

João Pedro Figueira é advogado, deputado estadual pelo DEM do Rio de Janeiro e Presidente da Comissão de Turismo da Assembléia Legislativa.

A comida: cozido

As bebidas: chope, suco de laranja e água mineral.

O encontro:

Na quinta-feira, Carlos Eduardo e João Pedro almoçaram no restaurante Antigamente, localizado na Rua do Ouvidor, Centro Histórico do Rio de Janeiro e fizeram do turismo o assunto principal.

Os dois concordaram que o turismo, apesar de ser a vocação econômica principal, se não única, da Cidade do Rio de Janeiro, é esquecido no contexto das políticas públicas, motivo, segundo Jardim, para a transferência para São Paulo da sede das maiores agências de viagens e razão, segundo João Pedro, para não existir na estrutura administrativa do governo do estado, uma secretaria específica para cuidar do assunto.

“Propus”, disse João Pedro, “o desmembramento do turismo da Secretaria Estadual de Esporte e Lazer, porque a criação de uma secretaria específica obrigará o governo estadual e ter um pouco mais de atenção com o tema. A primeira vantagem imediata seria a presença do turismo com uma rubrica específica no orçamento. A providência teria evitado, por exemplo, a decisão do governador de destinar para o turismo na proposta orçamentária para 2010, apenas 43 milhões de reais. Eu emendei o orçamento para R$ 430 milhões, que ainda é pouco. Fiz isso com a desconfiança de que o Governo do Estado, mesmo assim não criará condições para utilização desses recursos”.

“Deputado”, Carlos Eduardo Jardim lembrou, “é preciso mobilizar o segmento. Trazer essa turma para a discussão…” “É o que tenho feito”, disse João Pedro. “Mas, podemos organizar uma pauta na Comissão de Turismo, no próximo ano, para debater o tema. Agora, é preciso que a pauta seja propositiva, tenha algo de concreto – providências a executar em seguida – caso contrário, cairemos no vazio”.

Fechamento: “Nós e você. Já são dois gritando”, disse João Pedro para o garçom que trouxe a conta e respondeu sobre o número de turistas que freqüenta o restaurante. “Nós e você. Já são dois gritando”, é frase de efeito criada pelo marketing do sistema Globo.