“O turismo compreende todos os processos especialmente os econômicos, que se manifestam na chegada, na permanência e na saída do turista de um determinado município, país ou estado” (economista austríaco Hermann Von Schullern).

O turismo é elemento propulsor da atividade econômica, criador e multiplicador de oportunidades de ocupação, renda e arrecadação de impostos, porque os turistas pressionam o sistema econômico, quando economizam recursos para suas viagens e quando compram produtos e serviços.

A Organização Mundial do Turismo identificou 56 segmentos econômicos diferentes influenciados diretamente pelo turismo. O dinheiro gasto pelos turistas impulsiona os resultados financeiros de restaurantes, bares, casas de show, cinemas, hotéis, hospitais, farmácias e até mesmo os investimentos dos governos, em razão dos impostos, taxas e contribuições recolhidos pelos segmentos econômicos que estimula.

Cada impulso dado pelos gastos efetuados pelos turistas sobre os diversos segmentos econômicos se multiplica em rede e estabelece um sistema de interdependência entre variáveis de insumos e produtos, onde todas as vendas são igualmente compras e as saídas são também entradas. Uma situação bem acomodada no modelo construído pelo professor Wassily Leontief, no livro “A Economia do Insumo-Produto”.

Considerado o modelo, ninguém mais do que os “capitães da indústria” e os governos para, numa situação positiva para o turismo, como é o Estado do Rio de Janeiro, apostar na atividade.

Entretanto, a Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro, ao elaborar o estudo “Decisão Rio – Investimentos 2010-2012”, com o mapeamento dos investimentos previstos para o estado, não atentou para o fato de estar destinado para o turismo um só projeto entre os 19 listados. O Estado do Rio perde oportunidades de negócios e de desenvolvimento econômico, porque desconhece a sua verdadeira vocação. Aposta-se muito no segmento industrial e quase nada num segmento que seria capaz de multiplicar o consumo dos produtos que a indústria fabrica.

Fica a lembrança.