E, no G1 do Globo, uma notícia inusitada sobre peixes: “Os moradores da cidade de Lajamanu, no Território do Norte, na Austrália, foram surpreendidos na semana passada com uma chuva de peixes vivos.

Por volta das 18h30 da sexta-feira (26.02), os 650 residentes na região desértica de Lajamanu foram bombardeados por uma chuva de centenas de peixes em seus quintais, muitos ainda vivos.

Desesperados, os australianos pensaram que se tratava do fim do mundo. “Achei que estivesse ficando maluca, que o mundo estava acabando”, afirmou Christine Balmer ao site www.NT.com.uk

Mesmo impressionados, moradores ainda pegaram alguns animais para comprovar o ocorrido. O polícia local registrou que o fenômeno também aconteceu no dia anterior.

Meteorologistas apontam que a inusitada chuva foi efeito de um tornado, que arrastou os peixes dos lagos mais próximos da região.

Já, em Cuiabá, nos dias 26 e 28 de março, acontecerá a 4ª edição da Festa do Peixe, um evento com apelo turístico, que aglutina apresentações culturais, uma feira de artesanato, experiências de agricultura familiar, economia solidária e concursos de culinária, quando será servido um Pacu assado e para descobrir quem consegue comer mais mojica de pintado, prato tradicional de Cuiabá. A abertura oficial será na comunidade de São Gonçalo Beira Rio, marcada para as 18 horas.

Mas, isso é lá em Cuiabá. Por aqui, Cidade Maravilhosa, o peixe é símbolo de agressão ambiental. Desde sábado, um dos pontos turísticos da cidade, a Lagoa Rodrigo de Freitas, assiste impassível, impotente, a morte e apodrecimento de toneladas de peixes – já se fala em 80 toneladas – por motivos que ninguém consegue saber exatamente, apesar do fenômeno ter repetição periódica.

E, toda vez que o fenômeno acontece, os técnicos da prefeitura do Rio e do governo do estado digladiam em acusações. A imprensa ouve uns e outros e estimula a confusão.

O atual prefeito da cidade, Eduardo Paes, quando exerceu a função de Secretário Municipal de Meio-Ambiente, num dos governos do César Maia, ocupou o papel de gladiador contra o governo do estado.

A imprensa dana a ouvir os especialistas e um deles, o biólogo Mário Moscatelli parece sobreviver só para cuidar do assunto. Morreu peixe na Lagoa, o Moscatelli aparece com a mesma velocidade com que aparecem os vendedores de biscoito Globo nos engarrafamentos.

Quando o fenômeno acontece, o cheiro de peixe podre ocupa todo o bairro, mas a imagem ruim atravessa os oceanos traz problemas graves para o turismo, atividade econômica essencial para o Rio de Janeiro.

Mas, antes de terminar, não nos custa passar a receita do mojica de pintado. Começo com os ingredientes: 1 quilo de pintado; uma colher e meia de sopa de azeite; um dente de alho, coentro, cebolinha, sal, um limão e um quilo de mandioca.

Para fazer: Corte o pintado em cubos e tempere com limão, alho picado ou amassado e sal e deixe descansar por 15 minutos para pegar gosto. Na panela coloque o azeite e o alho picado e deixe fritar um pouco. Em seguida faça o mesmo com os cubos de pintado. Acrescente a mandioca pré-cozida com sal e cortada em pedaços e água suficiente para cobrir tudo. Dê uma mexida e deixe cozinhar por aproximadamente 20 minutos ou até a mandioca se desmanchar. Para servir, passe a mojica para uma cumbuca e espalhe por cima a cebolinha e o coentro picadinhos.