Os cemitérios, em razão das belas arquiteturas e de seus históricos, terminaram por se constituir num segmento específico do turismo, o “necroturismo”.  Tomei conhecimento do tema, ao assistir a entrevista da guia de turismo, a paulista Ângela Arena, no programa do Jô Soares, no dia 23 de junho. Vale assistir:

Sobre o tema, o site vidaeestilo.terra.com.br indica uma matéria da revista Forbes, que tem a lista dos cemitérios mais interessantes do mundo. Dos cemitérios brasileiros, a revista cita de modo especial o da Consolação em São Paulo, onde estão enterradas personalidades importantes como: Tarsila do Amaral, Oswald de Andrade e Mário de Andrade; os Alcântara Machado, pai e filho; o escritor modernista Antonio e o jurista José; os presidentes Campos Sales e Washington Luís; a ex-primeira-dama Ruth Cardoso; o escritor Monteiro Lobato, o acordeonista Mario Zan e a família Matarazzo, que possui o maior mausoléu da América Latina, com medida do subsolo ao topo de 25 metros, numa área de 150 metros quadrados.

Cemitério da Consolação (SP)

Cemitério da Consolação (SP)

A Forbes informa: “Aqui, em terras brasileiras, o Cemitério da Consolação, o mais antigo dos 22 em funcionamento na cidade de São Paulo, é o mais famoso. Foi inaugurado em 1858 e é morada eterna de muitas figuras célebres da história do País. Se nos seus inícios ele abrigava democraticamente gente de todas as cores e classes (do patrão ao escravo, todos iguais no final da vida), no início do século XX ele virou objeto de desejo dos mais ricos.”

No domingo passado, o jornal O Globo tratou do tema cemitérios com uma matéria, que denuncia a má conservação do “Cemitério das Polacas”, que une cultura, história e, por que não dizer, também o turismo?

O trabalho está assinado pelo Guilherme de Freitas: “Abandonado por muitos anos, o Cemitério Israelita de Inhaúma está hoje no centro de uma delicada discussão no seio da comunidade judaica do Rio. O campo-santo é atualmente administrado pela diretoria do Cemitério Comunal Israelita do Caju, que apresentou à Prefeitura um plano de recuperação da área. O projeto prevê a reconstrução de uma capela e de uma área de preparação dos corpos, entre outras intervenções que permitirão a realização de novos enterros no local, oferecendo uma alternativa à necrópole do Caju, que está lotada, enquanto a de Inhaúma ainda tem cerca de 50% de área ociosa”. Mas, sobre o “Cemitério das Polacas”, melhor fala o blog Polacas.