Cada vez mais o turismo é considerado, no mundo inteiro, exceto no Rio de Janeiro, um instrumento importante de política pública. Por isso, em todo canto do mundo, há medição quase permanente de ganhos e perdas com base nas ocorrências que podem produzir ou desestimular negócios neste campo.
É o caso recente do caos aéreo na Europa, por conta da erupção do vulcão islandês. A Organização Mundial de Turismo (OMT) estima os prejuízos em US$ 2,3 bilhões.
Por sua vez, a Associação Internacional do Transporte Aéreo (IATA) avisa que as companhias aéreas de todo o mundo sofreram prejuízos diários de US$ 400 milhões.
A erupção do vulcão islandês Eyjafjallajokull provocou a paralisação quase total do tráfego aéreo de grande parte da Europa a partir de quinta-feira passada.
O Brasil desconhece vulcões do tipo, mas convive com outros de igual magnitude e um deles entrou em erupção na quarta-feira, dia 21 de abril, na Cidade do Rio de Janeiro. O vulcão ainda não tem nome definido, mas estava previsto para entrar em erupção naquele dia. Mesmo assim, por falta de planejamento nas ações da prefeitura, ele provocou um nó nas Zonas Sul e Central da Cidade e tumultuou o trânsito dos turistas, que aproveitaram o feriado para conhecer as belezas do Rio.
Como para o Estado do Rio de Janeiro, o turismo é política pública complementar, coisa que vem depois do esporte e do lazer e de todo o resto, ninguém calculou os prejuízos causados pelo vulcão, que poderia muito bem receber um nome qualquer que homenageasse o Prefeito da Cidade. Mas, quem tentou, naquele dia, visitar a cidade, deve ter levado a idéia aproximada do prejuízo.
Faça seu comentário sobre esse post