A Cidade de Nova Friburgo, mesmo que não queiram os seus gestores públicos, é, por decisão da natureza, um pólo turístico. O clima frio e as belas paisagens conferem o título à cidade, que completou 192 anos, no final de semana.

O tudoeturismo esteve presente ás comemorações, que promoveram desfiles das escolas da cidade e de cidades vizinhas; a entrega de títulos de cidadãos honorários a muitas autoridades e, como é ano de eleições, a muitos deputados federais e estaduais, que buscam votos. O ex-governador Anthony Garotinho foi um dos agraciados.

Na praça principal da cidade, ao lado do busto de bronze do líder político, Demerval Barbosa, conhecido como o “médico dos pobres”, uma tenda da Superintendência dos Desportos do Estado do Rio de Janeiro, SUDERJ, promoveu uma corrida de 10 quilômetros para as pessoas que quiseram participar. Quem se inscreveu, recebeu um kit com camisetas e brindes.

O comércio funcionou no horário de sempre, fechando no horário do almoço de sábado para só reabrir na segunda-feira e não houve programas especiais para visitas aos pontos turísticos da cidade nem o cuidado de divulgação intensiva do turismo cultural ou dos produtos que a cidade oferece para quem a visita.

Pena, porque o estímulo ao turismo evitaria, com certeza, o processo visível de empobrecimento que cai sobre a cidade, com ampliação no número de gente paupérrima e das habitações irregulares. Percebe-se um grau maior de violência e da falta de emprego para os jovens, que lotam os ônibus de retorno para a cidade do Rio de Janeiro, onde buscam estudo e trabalho.