O Prefeito do Rio de Janeiro, o político Eduardo Paes, resolveu punir com prisão e multa as pessoas que urinam nas ruas e para dar visibilidade à nova medida, entendeu de fazer isso nos dias de carnaval.

Mas, o calor intenso somado ao carnaval estimula o consumo de um dos mais populares diuréticos: a cerveja. Como a incapacidade de planejar tem o tamanho do consumo de cerveja e da vontade de urinar, a prefeitura do Rio, apesar de haver multiplicado o número de banheiros químicos, não os colocou em número suficiente para atender a demanda. O fato provocou longas filas, banheiros imundos e tudo isso fez com que a vontade de urinar vencesse de longe o medo do folião de ir para a prisão. Muita gente acabou detida e inúmeros processos foram abertos.

O Secretário de Ordem Pública Municipal, o político Rodrigo Bethlem defendeu a medida: “Ele disse que o problema da urina no carnaval era tal que estava corroendo os edifícios e marcos históricos do Rio, inclusive um dos cartões postais da Cidade, os Arcos da Lapa” (O Globo, Brasil Online, matéria de Stuart Grudgings, publicada no site do jornal no dia 13 de fevereiro, às 16h33m. Logo me veio à cabeça os Arcos da Lapa desmoronando no momento em que alguém urinava numa das colunas.

Falta de planejamento, exageros e vontade de aparecer à parte, a verdade é que a medida chega num bom momento, porque nada é mais desagradável na vida de uma cidade do que ver gente urinando nas ruas e, no início do dia, sentir o forte cheiro deixado nas calçadas.

Resta, contudo, saber o que acontecerá com os inquéritos iniciados  e com a continuidade da medida após o carnaval.