Quando a gente pensa que o Estado Brasileiro esgotou o estoque de decisões infelizes na execução de suas políticas públicas voltadas para o incentivo ao turismo, um novo fato se soma ao rosário de incompreensão do papel relevante que tem a atividade na composição do quadro social e econômico do País.
Hoje, dia 19 de janeiro, em Madrid, tem início a Feira Internacional de Turismo, o evento mais importante na pauta do segmento. O Ministro do Turismo do Brasil, Pedro Novais, não estará presente. A informação nos chegou pelo site do jornal BrasilTuris: “Ao contrário do plano inicial da viagem que faria à Europa, com escalas em Portugal e Espanha, Pedro Novais optou por ajustes políticos e não vem. Desde o final da semana passada, ele cancelou os compromissos que tinha em agenda, como a participação na CIMET – Conferência dos Ministros Latino-Americanos do Turismo – e a visita que faria à sede da Organização Mundial do Turismo para um encontro com o secretário-geral Taleb Rifai”.
Mas, o Brasil, apesar da ausência do Ministro do Turismo, estará presente com a exposição de seus produtos, tendo como tema a Copa do Mundo de 2014 e pano de fundo, as cidades onde os jogos serão realizados.
Mas, por aqui e para o mundo todo, estão presentes as imagens de destruição de um dos pólos turísticos mais importantes do Brasil, os municípios da Região Serrana do Estado do Rio, Teresópolis, Petrópolis, Itaipava e Nova Friburgo. No ano passado, Angra dos Reis viveu o mesmo quadro.
Junte-se a ausência do Ministro do Turismo em Madrid ás imagens dos problemas causados pelas chuvas nos municípios brasileiros de maior apelo turístico e teremos o mais consistente resumo do modo como os governos brasileiros pensam as políticas públicas voltadas para o Turismo.

Célia Augusta em 2011-01-31
Parabéns pelo post, e, principalmente pelo site.
Quando se fala em políticas públicas de turismo, se tem que falar de um conjunto de ações em parceria.Comumente cabe ao estado estabelecer a política para as mais diversas esferas de atuação governamental e à sociedade dinamizar as regras que são definidas pelo governo. De tal maneira que ela pode e deve ser flexível, dinâmica e estar ajustada aos interesses de cada povo, adequando-se à época, no processo de sua formulação e aplicação.As políticas públicas refletem ainda hoje a visão de poucos,por isso iniciativas como este site me fazem crer que o turismo no Brasil ainda será mais respeitado como um forte aliado ao seu desenvolvimento, e, por que não dizer?ser respeitado pelos que acreditam e praticam as políticas públicas de turismo.
Célia Augusta
Especialista em Políticas Públicas de Turismo
Tudo é Turismo em 2011-01-31
Célia, obrigado por seus comentários.
Nós devemos o turismo como uma atividade econômica essencial para o Brasil e, em especial, para o Estado do Rio de Janeiro, que tem vocação. Gostaríamos de contar com um texto seu para compor o site, com a linha que você defende nos seus comentários. Será uma honra, colocar as suas idéias no espaço e abrir o trabalho ao debate público.