O Segundo Caderno do Globo rendeu homenagens às comemorações dos 200 anos de vida do compositor Frédéric Chopin com uma longa matéria assinada por Eduardo Fradkin e composta com base nos depoimentos de três excelentes pianistas brasileiros, executores exímios das músicas de Chopin: Linda Bustani, “simplicidade é essencial para evitar pieguices; Cristina Ortiz, “críticas a quem toca rápido e forte demais” e festejado Nelson Freire, “transparência diferencia Chopin de Liszt”.
Fiquei a imaginar o que seria, para o turismo, uma homenagem de mês inteiro ao Chopin nos espaços da Cidade da Música, hoje quase transformada em escombros pelos caprichos do prefeito do Rio, o político sem outra profissão, Eduardo Paes.
A decisão estúpida retirou do Rio a possibilidade de aproveitar melhor, com mais dimensão, o trabalho de pianistas e cantores brasileiros que, somado à vida e obra de Chopin, seria uma bela opção de prática do turismo cultural.
A “verdadeira obra-prima da poesia” – modo como o Centro Europeu de Artes de Design classifica a Cidade de Música – consumiu até agora mais de 580 milhões de reais dos contribuintes cariocas – valor que já teria retornado representado pelas despesas que os turistas culturais fariam no Rio de Janeiro em todas as ocasiões como esta em que se comemora o aniversário de nascimento de Chopin.
Do modo como está – transformada em escombros pela irresponsabilidade do prefeito do Rio – a Cidade da Música não só não rende resultados para o turismo, nem para a cultura, como prejudica a boa imagem que o Brasil tem no exterior.
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