O Museu Imperial localizado em Petrópolis completará 70 anos de existência no próximo dia 29. Construído por D.Pedro II para ser residência oficial de verão da família imperial, o Palácio da Fazenda do Córrego Seco, passou à qualidade de Museu no dia 29 de março de 1940, por decisão do Presidente Getúlio Vargas. O deputado estadual João Pedro comemorou a data com um pronunciamento na Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro.
Para comemorar a data, a administração do Museu oferecerá ao público, o “Almanaque de Petrópolis – O Palácio Imperial – Uma jornada de descobertas pelo passado e presente da cidade imperial, publicação ilustra com documentos e fotografias do acervo do Arquivo Histórico, uma obra de Regina Helena de Castro Rezende e Cátia Maria Souza de Vasconcelos Vianna. O material reúne histórias sobre o povo de Petrópolis, a formação da cidade, o seu desenvolvimento e algumas de suas mais significativas transformações através dos tempos. Por se tratar de um “almanaque”, todo o conteúdo encontra-se permeado por passatempos, curiosidades, dicas e questões para reflexão.
Haverá também o lançamento do “Caderno de Conservação – Coleção Chapéus”, de Eliane Marchesini Zanatta e um concerto para homenagear as pessoas que doaram obras para compor o acervo do Museu.
A digitalização do acervo é outra promessa das comemorações. O projeto, orçado em R$ 3,5 milhões, conta com o apoio da IBM e será demonstrado com duas coleções: a do visconde de Itaboraí, Joaquim José Rodrigues Torres (1802-1872), e a coleção Carlos Gomes, doada ao Museu pela filha do compositor, Ítala Vaz de Carvalho.
O Sarau Imperial é outro evento que terá presença nas comemorações. Criado com o objetivo de divulgar o acervo documental do Arquivo Histórico do Museu Imperial e levar ao conhecimento dos alunos das escolas que visitam o espaço, os aspectos sociais, econômicos, políticos e culturais do século XIX, o Sarau tem inspiração nas recepções que, em 1878, a princesa Isabel oferecia com a intenção de ouvirem modinhas imperiais cantadas por uma soprano e acompanhadas por pianistas e espetáculos de declamação de poesias.
Quem comparecer ao Sarau Imperial poderá apreciar os mais belos figurinos daquela época, entrar em contato com notícias jornalísticas daquele período e com a rotina de vida da princesa Isabel em Petrópolis.
Após o sarau, todos são levados a conhecer as dependências do palácio.
O Museu Imperial
Desde 29 de março de 1940, o Museu Imperial preserva, pesquisa e divulga objetos da história e da arte do período imperial brasileiro, garantindo para as futuras gerações o contato com o passado do país.
O local foi eleito uma das sete maravilhas do Estado do Rio de Janeiro, em 2007, e recebeu também nota máxima no “Guia Verde Michelin – Rio de Janeiro”, de 2010, além de ter sido selecionado entre os dez melhores programas de viagem no Guia Quatro Rodas, edição 2010. O local não é apenas para visitação, mas para aprendizagem sobre a história do Brasil.
Além do acervo, composto por mais de 11 mil peças, diversas atividades e projetos já foram realizados ao longo de sete décadas, tudo isso para levar história aos visitantes de uma maneira inovadora e bela.
Serviço:
No dia 16 de março de 1843, D.Pedro II assinou o decreto que criou a Cidade de Petrópolis e, no conjunto, criou o Museu Imperial que, por isso, completou 167 anos de existência.
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