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Incêndio na Cidade do Samba

thumb incendio na cidade do samba

Na segunda-feira, poucos dias do início do carnaval, alguns galpões da Cidade do Samba foram destruídos pelo fogo e sacrificaram duramente pelo menos três escolas: Grande Rio, Portela e União da Ilha.

Para salvar os desfiles, a Prefeitura do Rio resolveu destinar R$ 3 milhões para as escolas mais sacrificadas. Na internet, uma verdadeira rebelião. Alguns internautas compararam os dispêndios da prefeitura para ajudar as escolas com a quantia encaminhada por ela para as cidades da região serrana que sofreram com as fortes chuvas.

Em resposta aos críticos, recupero um pequeno trecho dos melhores estudos que encontrei sobre os resultados financeiros que o Rio de Janeiro – os contribuintes locais – absorve com o carnaval.

O trabalho foi organizado pela Fundação Joaquim Nabuco, do Ministério da Educação e realizado pelos acadêmicos, Luiz Carlos Prestes Filho, Sérgio Cidade de Rezende, Carlos Saboya Monte, Clarissa Alves Machado, Sidney Limeira Sanches, Antonio Carlos Alkmin e Pedro Argemiro. Ele está publicado em pdf no endereço: http://www.fundaj.gov.br/geral/ascom/economia/economia_carnaval.pdf

“Cadeia Produtiva da Economia do Carnaval”:

De modo geral, entende-se cadeia produtiva como um conceito representativo das diversas etapas pelas quais passa um processo produtivo para a obtenção de um produto, ou produtos, para consumo final. De imediato, estaríamos então falando de um sacrilégio que profana a ciência econômica quando o associamos ao Carnaval? Nem tanto assim. Senão, vejamos.

O conjunto seqüenciado de atividades, que organizado em cadeia linear culmina com o desfile das escolas de samba na Marquês de Sapucaí, pode ser percebido como um processo cujo desenrolar, etapa por etapa – da pré-produção ao consumo – leva a um produto final, que é consumido por milhares de pessoas ao vivo e milhões de telespectadores no país e no mundo.

Trata-se da fabricação, forçando a analogia, de um entretenimento. Desde a produção da matéria-prima que será transformada em fantasias e carros alegóricos, passando pela elaboração de projetos criativos, por obtenção de recursos financeiros, divulgação e marketing, até a recepção pelo público do produto final – o grandioso desfile – miríades de fases são percorridas para entrega ao consumo do entretenimento procurado. Poderia se dizer que emoção e encantamento são, de fato, o produto final procurado pelo consumidor.

Na Economia do Carnaval, o produto carnavalesco por excelência – o desfile das escolas de samba, principalmente as do Grupo Especial – possui um grande potencial de demanda sobre a indústria fornecedora de materiais típicos para a construção de carros alegóricos, tais como plástico, ferragens, isopor, tecidos, tintas etc., e para a confecção de fantasias e adereços, assim como é importante gerador de oportunidades de empregos, contratando serviços de diferentes especialidades, tais como modeladores, costureiras, marceneiros, coreógrafos, entre outros, para sua produção.

Esses materiais e serviços citados anteriormente constituem, por assim dizer, a economia direta do carnaval. Acrescente-se à cadeia produtiva que gera diretamente o desfile das escolas de samba uma série de atividades que concorrem para a sua realização, contribuindo para que o sucesso da empreitada seja o maior possível, e que dela, a realização bem sucedida, se beneficia indiretamente.

Entre os setores que se beneficiam do desfile das escolas de samba destacam-se a indústria turística (alojamento, alimentação e transporte), a indústria do audiovisual (televisão, cinema, produção de DVDs), a indústria da música (gravação de CDs, edições e distribuições eletrônicas), a indústria editorial e gráfica (livros, jornais, revistas, posters, folhetos, artigos gráficos em geral), entretenimento (bailes, espetáculos, shows, bares), instrumentos de percussão, bebidas, serviços do comércio (formal e informal, de grande, médio e pequeno portes), sites da internet (culturais, informativos e comerciais), e uma variada gama de atividades informais.

São ainda importantes atividades integradas à Economia do Carnaval as políticas empreendidas pelo setor público, governos municipal e estadual, especialmente no que tange os aspectos industriais (implementação de infra-estruturas) e subvenções.

A resposta para os críticos é clara: a prefeitura do Rio, que não mediu esforços na ajuda em favor das cidades da Região Serrana, destinou R$ 3 milhões às Escolas de Samba, porque os recursos representam, na verdade, um forte investimento com elevada taxa de retorno e que preserva a imagem do Rio de Janeiro e um dos mais importantes instrumentos de exploração do turismo.

Turismo

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Turismo com feijão, torresmo e muito samba

thumb turismo com feijao torresmo e muito sambaA tradição construiu no Rio de Janeiro um roteiro turístico interessante: as feijoadas nas quadras das escolas de samba, para anunciar a chegada do carnaval carioca.

O roteiro teve início no dia 29 de janeiro com a tradicional Portela e a receita da Tia Surica, que aconselha separar, num recipiente com água, durante 24 horas, o lombo, a carne seca, a costela e o pé de porco, para depois cozinhar com o feijão.  O arroz, a farofa, a couve e a laranja recebem um toque especial, que faz da feijoada da Portela um prato especial, ao custo de 35 reais com direito à roda de samba e ao som do DJ Alex.

No próximo sábado, também na Portela, o feijão homenageará a cantora Clara Nunes com a inauguração de um busto da cantora.

No mesmo dia, a Vila Isabel entrará no roteiro, com as opções de pagar R$ 5,00 pelo ingresso e R$ 10,00 pela comida ou de adquirir o kit feijoada, que inclui uma camiseta personalizada ao preço total de R$ 25,00. No dia seguinte, domingo, haverá a Feijoada do Leão, que representa a Escola Estácio de Sá. O prato, para ser menos gorduroso, um pedido dos consumidores, não terá orelha, pé nem rabo. Na Estácio, o programa insere a opção por camarotes para 8 pessoas ao preço de R$ 400,00.

No dia 12, o município de São Gonçalo entrará no circuito com a feijoada da Família Tigre e no mesmo dia, teremos a feijoada da Mangueira.

No dia 13, será a vez do Salgueiro e no dia 26, a Estácio de Sá repetirá a dose com a presença do cantor Luiz Melodia. No dia 27, já quase véspera de carnaval, a Grande Rio oferecerá a feijoada no Hotel Intercontinental.

E, depois de tanto engordar, o folião poderá perder o peso adicional nos blocos de rua, uma tradição que retornou à cidade do Rio de Janeiro com muita força.

Turismo

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Turismo, futebol, esporte, samba…Rio de Janeiro

thumb turismo futebol esporte samba rio de janeiroA EMBRATUR lançou o BrasilNetwork, uma ferramenta de divulgação do programa de marketing de relacionamento do turismo brasileiro. Ela está disponível no endereço  http://www.brasilnetwork.tur.br . Vale visitar, fazer o cadastro e, sempre que possível, por ali navegar.

Os roteiros propostos estão separados por “Sol e Praia”, “Ecoturismo e Aventura”, “Cultura”, “Esporte”, “Negócios, eventos e incentivo”. Há também uma coluna com os destaques e, aqui, duas lacunas, que identifica excelentes oportunidades de negócios.

Nos destaques, a EMBRATUR, ressalta o “Brasil Now”, pacote promocional destinado aos operadores de turismo; o turismo náutico, o golfe e o ponto alto, o ponto melhor, “Patrimônios Culturais”.

A lacuna? Como falar de golfe e não falar de futebol e não falar do samba? E, no caso do futebol, o Brasil precisa explorar melhor o seu histórico com o segmento.  O Rio de Janeiro tem uma histórica fantástica em relação ao futebol, que poderia ser mais bem explorada pelos clubes locais.

O Fluminense, por exemplo, possui uma sede histórica, que transformada em museu representaria um ponto turístico de visitação permanente com resultados financeiros significativos para o turismo.

Mas, outra excelente notícia é a redução significativa no número de assaltos a turista no Rio de Janeiro, quando comparados os períodos entre junho e dezembro de 2009 e 2010. A redução atingiu a marca de mais de 50%. Por conta dos resultados que apresenta, a Delegacia de Atendimento ao Turista, criada há 10 anos, está incluída no ranking do Ministério do Turismo, entre as instituições policiais de excelência nos 65 destinos indutores do desenvolvimento do turismo.

O delegado Fernando César Reis é o agente titular da Delegacia e explicou ao site do Jornal do Brasil um dos motivos do sucesso do trabalho de sua equipe: “A Delegacia passou a ser uma agência de orientação ao trade turístico, em comunicação online com todo o sistema de segurança. A evolução do sistema pode ser comparada com o processo de sair de um carro movido a vapor para um movido a hidrogênio. É uma diferença absurda em termos de tecnologia da informação”.

Na delegacia trabalham 35 policiais, que falam bem pelo menos dois idiomas. Nos momentos de maior movimentação de turistas na cidade, o número de policiais da delegacia chega a 48.

Turismo

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Números do turismo: 43; 25001

Estamos a pouco tempo de saber quem, nos próximos quatro anos, governará o Estado do Rio de Janeiro, que tem, por resolução da natureza, o turismo como sua vocação econômica, embora, os governos não percebam.

Até aqui as pesquisas de intenções de votos indicam a vitória fácil, já no primeiro turno, do governador Sérgio Cabral Filho, que dá ao tema um lugar menor no seu governo.

Provavelmente, seria diferente se vencesse o candidato Fernando Gabeira, em razão do que se vê estabelecido no programa de governo que ele apresentou ao debate.

Diz ele, no site de campanha:

Cultura e turismo são irmãos siameses na história, economia e vocação do Rio de Janeiro. A política para o turismo do governo Fernando Gabeira também será dirigida a todo o estado. Em cada um dos municípios a população local reserva ao menos um dia do ano para fazer uma grande festa, uma celebração. Há a Festa do Tomate de Paty de Alferes, o Festival da Cachaça e a Festa Literária Internacional de Paraty, o Festival de Inverno de Nova Friburgo, o Festival de Jazz e Blues de Rio das Ostras e inúmeros outros eventos.

O governo estadual vai incorporá-los a um calendário estadual de turismo, articulado aos de esporte e de cultura. Isso vai multiplicar o público (nossas estradas devem estar preparadas para o aumento do fluxo de veículos), enriquecer o espetáculo, aumentar a renda das pessoas envolvidas direta e indiretamente com as festas e acrescentar algo ao orçamento dos municípios.

Ainda no âmbito da descentralização da política para o turismo, vamos reativar a estrada de ferro que liga a Estação Leopoldina, no centro do Rio de Janeiro, à cidade de Petrópolis. Cariocas, petropolitanos e todos os turistas terão muito a ganhar, em comodidade, segurança, preços e serviços. Na Copa do Mundo de 2014, Petrópolis vai poder melhor acolher uma delegação estrangeira.

O turismo é uma grande fonte de emprego e renda, um dos ativos mais valiosos do Rio de Janeiro. Mas o atual governo não lhe dá a devida atenção, talvez confiando em que o mercado, sozinho, se encarregue do assunto. É um erro que nos faz mais pobres. O turismo, como tudo mais, também reclama inteligência e planejamento. O Banco Interamericano de Desenvolvimento abriu, recentemente, uma linha de crédito de 187 milhões de dólares para fomento ao turismo.

O projeto apresentado pelo Rio de Janeiro não pode ser aprovado porque só continha orçamento de obras, quando o edital estipulava que parte da verba deveria ser alocada em treinamento, qualificação e divulgação. A secretaria de obras pode até funcionar, mas a de turismo não. Isso vai mudar no governo Fernando Gabeira”.

Quem comparar essas propostas com as apresentadas durante todo o ano pelo deputado estadual João Pedro, Presidente da Comissão de Turismo da Assembléia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro, não terá dúvidas de que ele é o orientador do candidato Fernando Gabeira na composição do tema.

No corpo de propostas do Fernando Gabeira falta o compromisso de criar uma Secretaria Específica e Exclusiva para o turismo, proposta que abre o leque de sugestões do deputado João Pedro, que há muito tempo compreende o turismo como atividade essencial e não complementar.

Fernando Gabeira comete o erro grasso de, novamente, creditar ao turismo o papel de atividade coadjuvante da cultura. Para um estado como é o Estado do Rio, tudo é turismo. O transporte, a educação, a segurança, a infra-estrutura, a saúde, enfim, todas as políticas públicas levam vantagem quando o turismo leva e sustentam o turismo, quando funcionam bem.

Quem acredita no turismo como uma atividade essencial e nele vê excelente potencial econômico tem o voto no Fernando Gabeira, 43 e no João Pedro 25001, como excelentes opções.

Turismo

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