No ano 2287, o planeta Marte estará 23 milhões de quilômetros mais perto da Terra. A distância entre os dois planetas é de 78 milhões de quilômetros, mas, em razão das órbitas elípticas em torno do Sol, eles se aproximam eles ficam mais próximos cerca de 30 quilômetros a cada cinco segundos.
O fenômeno da aproximação maior aconteceu em 1924, 1845 e 1766 e, quem perdeu a oportunidade de ver, pode aproveitá-la, recentemente, às 9h51m do dia 27 de agosto de 2003.
Mas, quem perdeu e queira saber como foi, poderá aproveitar a segunda edição do Turismo Cultural no bairro Imperial, para perguntar aos técnicos do Museu de Astronomia e Ciências Afins. Naquele dia de 2003, o Museu patrocinou a observação do fenômeno através de seus equipamentos.
O Museu mantém um acervo com milhares de documentos e inúmeros instrumentos científicos, entre eles lunetas de observação astronômica, que contam com mais de um século de idade e estão entre as peças preferidas do público. A coleção de relíquias científicas vem do tempo do Segundo Império.
O Turismo Cultural no bairro Imperial acontecerá no próximo final de semana e tem programadas visitas ao Museu de Astronomia, ao Museu Nacional e ao Centro Cultural Maçônico, localizados no bairro de São Cristovão.
O jornal O DIA comenta a iniciativa na coluna Olho Vivo, na edição de domingo e informa que agentes de turismo orientarão as visitas com relatos sobre a história do bairro.
Há coisa de três meses, exatamente no dia 02 de janeiro, uma cidade brasileira quase saiu do mapa em razão de fortes chuvas. São Luiz de Paraitinga, pólo de turismo histórico e cultural, ficou transformada em escombros. Nós, aqui no tudoeturismo, comentamos o fato comparando-o com o que houve em Angra dos Reis, cidade do Estado do Rio que também sofreu perdas consideráveis em razão das chuvas. Demonstramos que a fatalidade destruiu Paraitinga, enquanto a irresponsabilidade dos governos causou os problemas em Angra dos Reis. No dia 06 de janeiro, escrevemos: “Cortada pelos rios Paraitinga, Paraibuna, Paraíba, Claro, Ribeirão Prata, Ribeirão Turvo e Ribeirão Chapéu, São Luiz do Paraitinga, cidade paulista do Vale do Paraíba, quase desapareceu em razão de uma fatalidade provocada pelas fortes chuvas do final do ano passado, que fizeram subir mais de 10 metros acima das margens, as águas do Paraitinga”.
Hoje, apenas três meses depois, somos surpreendidos com uma excelente notícia transmitida pelo jornal O Estado de São Paulo: “Reerguida, Paraitinga espera por turistas”. A matéria é de Bruno Paes Manso, que construiu um texto muito bom. Mas, um dos motivos do sucesso do trabalho de reconstrução, a TV Globo demonstrou, nas comemorações do Dia Internacional da Mulher: “As mulheres de São Luiz de Paraitinga assumiram o papel principal à frente do trabalho de reconstrução. O tudoeturismo reproduz a notícia e a matéria do Bruno Paes Manso, com uma frase do deputado estadual João Pedro: “Às vezes a gente acha que a reconstrução de uma cidade é providência impossível. As mulheres de Paraitinga entenderam que não. Elas resolveram enfrentar o desafio e os resultados aparecem com velocidade. Elas compreenderam que era possível fazer e, simplesmente, fizeram. O turismo é uma atividade econômica que tem este espírito”
Vamos, então, à matéria do Bruno Paes Manso. Não deixem de ler. Ela traz o exemplo de um povo, que sabe a importância que tem a força de vontade. Sabe que, por vezes, ela chega a ser maior do que a força da natureza.
“O caipira Pôncio Pilatos, interpretado pelo contador de histórias Ditão Virgilio, especializado em sacis, anuncia sobre o coreto da Praça da Matriz, em São Luís do Paraitinga, a chegada do império da congada, do moçambique e do maracatu. São 21h de quarta-feira. Começam os ensaios para a retomada do calendário cultural da cidade, três meses depois das enchentes que quase tiraram Paraitinga do mapa.
Na frente dos escombros da Igreja da Matriz, que desabou em janeiro durante as chuvas, um grupo de 30 pessoas trabalha para representar a Paixão de Cristo na Sexta-Feira Santa, com 150 figurantes. O evento pretende mostrar que São Luís do Paraitinga já se reergueu e está pronta para receber turistas. “Não queremos a agitação dos antigos carnavais, que trazia dinheiro, mas também problemas. Queremos mergulhar na nossa identidade cultural. A tragédia nos mostrou que por isso somos tão queridos”, diz o diretor de Turismo de São Luís do Paraitinga, Eduardo de Oliveira Coelho.
Franzino, o poeta e músico de modas de viola Marcelo Overá, que também toca na banda Tarancón, vai interpretar Jesus. Durante os ensaios, um homem solta na plateia que será preciso fabricar uma cruz de bambu para o Cristo magricelo aguentar o peso. Ditão, o Pôncio Pilatos com chapéu de palha, desce do palco para explicar à reportagem que Saci-Pererê até podia ser levado, mas não era malvado, recitando versos de cordel. “Saci era defensor da natureza. Somos a cidade com a maior quantidade de sacis no mundo”, diz.
Na frente das ruínas de um casarão de 1824, que também desabou durante as cheias, vai ocorrer a crucificação. Era um dos prédios mais antigos da cidade, propriedade da família de Antônio Ebran Júnior, diretor da Paixão de Cristo, que já tentava retomar a encenação em Paraitinga havia oito anos. A enchente levou as autoridades a cederem.
Foi de Ebran a ideia de misturar a saga religiosa com hits musicais das missas católicas e ritmos da cultura local, tocados ao vivo. “Nossa tradição mistura o sagrado e o profano”, explica. No ensaio, entre outras tarefas, o diretor precisa conter os ímpetos de Dhanija, de 5 anos, filha de “Jesus”, que tenta impedir os romanos de chicotearem o pai.
Ressurreição. Ensaios à noite. De manhã, a partir das 7 horas, sons de marreta, furadeira, caminhão, homens pintando fachadas e pedreiros fazendo reboque nas paredes. A festeira São Luís do Paraitinga está ansiosa para o recomeço. Os turistas ainda não voltaram. Duas das três entradas da cidade estão fechadas, o que pode assustar. Basta pegar a rota alternativa. Paraitinga já está pronta para receber.
Cerca de 80% do comércio reabriu. No feriado, mil leitos em pousadas e hotéis e duas mil refeições diárias nos restaurantes aguardam os visitantes. Além da Paixão de Cristo, com congada, moçambique e maracatu, haverá a tradicional procissão do Senhor Morto, novenas, a Malhação de Judas, com cortejo do Bloco Pé na Cova, orquestra sinfônica e coro da Universidade de São Paulo (USP). A cidade também recebe uma etapa da Haka Expedition, competição com as melhores equipes nacionais de esporte radical. Mas o ponto alto do feriado serão as missas, rezadas no meio dos escombros da Igreja da Matriz.
A rápida reconstrução de São Luís do Paraitinga surpreendeu até os mais otimistas. Depois das chuvas, a cidade teve cerca de 600 das 2 mil casas afetadas pelas águas. Dos 425 prédios tombados, 86 foram destruídos ou ficaram abalados. O carisma de Paraitinga e a grande concentração de investimentos e apoio permitiram a reviravolta.
Solidariedade. Nenhum morador da cidade passou fome, já que as doações permitiam oferecer até 5 mil marmitex por dia, suficiente para metade da população, sem contar os estoques de leite, arroz, feijão e macarrão para os que podiam cozinhar. O Supermercado Cursino, um dos primeiros a reabrir, dobrou a média de vendas de iogurtes, biscoitos e carne. “Já o consumo de arroz e feijão caiu porque muitos ainda têm cestas básicas”, diz João Rafael Cursino, proprietário do supermercado e integrante do bloco Os Estrambelhados.
As roupas, que lotam o ginásio municipal, começam a ser doadas para cidades vizinhas. Os comerciantes querem que os donativos cessem para a retomada da economia local. Não houve as temidas epidemias. Vieram remédios, médicos e enfermeiros. Alguns fornecedores deram créditos, perdoaram dívidas, permitindo que comerciantes se reerguessem aos poucos.
O empresário Michel Khayat Neto estima o prejuízo com as chuvas em R$ 320 mil, em equipamentos e estoques da Padaria Nossa Senhora da Aparecida. Em fevereiro, estava derrotado, quando um fornecedor da Marlboro veio bater com um cheque em sua porta. Khayat mandou o homem embora. Não tinha como pagar. Mas o fornecedor estava lá para perdoar a dívida de R$ 8 mil. “Ao todo, tive R$ 60 mil de dívida perdoada. Serei eternamente grato ao Depósito Michelin, Casa Sales, Moinho Correcta, Brahma. Ponha o nome deles no jornal”, pede, emocionado.
Serão reconstruídas ainda as duas igrejas, está prevista a reforma do Mercado Municipal e prefeitura, vão ser erguidas uma nova escola de música e uma biblioteca. O Instituto do Patrimônio Histórico Nacional (Iphan) e o Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico Estadual (Condephaat) dão assessoria permanente aos donos de imóveis tombados. Os investimentos devem chegar a R$ 40 milhões. Um novo slogan, que circulou em fevereiro, se popularizou entre os moradores: ‘Vamos construir uma cidade ainda melhor’.”
O Museu Imperial localizado em Petrópolis completará 70 anos de existência no próximo dia 29. Construído por D.Pedro II para ser residência oficial de verão da família imperial, o Palácio da Fazenda do Córrego Seco, passou à qualidade de Museu no dia 29 de março de 1940, por decisão do Presidente Getúlio Vargas. O deputado estadual João Pedro comemorou a data com um pronunciamento na Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro.
Para comemorar a data, a administração do Museu oferecerá ao público, o “Almanaque de Petrópolis – O Palácio Imperial – Uma jornada de descobertas pelo passado e presente da cidade imperial, publicação ilustra com documentos e fotografias do acervo do Arquivo Histórico, uma obra de Regina Helena de Castro Rezende e Cátia Maria Souza de Vasconcelos Vianna. O material reúne histórias sobre o povo de Petrópolis, a formação da cidade, o seu desenvolvimento e algumas de suas mais significativas transformações através dos tempos. Por se tratar de um “almanaque”, todo o conteúdo encontra-se permeado por passatempos, curiosidades, dicas e questões para reflexão.
Haverá também o lançamento do “Caderno de Conservação – Coleção Chapéus”, de Eliane Marchesini Zanatta e um concerto para homenagear as pessoas que doaram obras para compor o acervo do Museu.
A digitalização do acervo é outra promessa das comemorações. O projeto, orçado em R$ 3,5 milhões, conta com o apoio da IBM e será demonstrado com duas coleções: a do visconde de Itaboraí, Joaquim José Rodrigues Torres (1802-1872), e a coleção Carlos Gomes, doada ao Museu pela filha do compositor, Ítala Vaz de Carvalho.
O Sarau Imperial é outro evento que terá presença nas comemorações. Criado com o objetivo de divulgar o acervo documental do Arquivo Histórico do Museu Imperial e levar ao conhecimento dos alunos das escolas que visitam o espaço, os aspectos sociais, econômicos, políticos e culturais do século XIX, o Sarau tem inspiração nas recepções que, em 1878, a princesa Isabel oferecia com a intenção de ouvirem modinhas imperiais cantadas por uma soprano e acompanhadas por pianistas e espetáculos de declamação de poesias.
Quem comparecer ao Sarau Imperial poderá apreciar os mais belos figurinos daquela época, entrar em contato com notícias jornalísticas daquele período e com a rotina de vida da princesa Isabel em Petrópolis.
Após o sarau, todos são levados a conhecer as dependências do palácio.
O Museu Imperial
Desde 29 de março de 1940, o Museu Imperial preserva, pesquisa e divulga objetos da história e da arte do período imperial brasileiro, garantindo para as futuras gerações o contato com o passado do país.
O local foi eleito uma das sete maravilhas do Estado do Rio de Janeiro, em 2007, e recebeu também nota máxima no “Guia Verde Michelin – Rio de Janeiro”, de 2010, além de ter sido selecionado entre os dez melhores programas de viagem no Guia Quatro Rodas, edição 2010. O local não é apenas para visitação, mas para aprendizagem sobre a história do Brasil.
Além do acervo, composto por mais de 11 mil peças, diversas atividades e projetos já foram realizados ao longo de sete décadas, tudo isso para levar história aos visitantes de uma maneira inovadora e bela.
Serviço:
No dia 16 de março de 1843, D.Pedro II assinou o decreto que criou a Cidade de Petrópolis e, no conjunto, criou o Museu Imperial que, por isso, completou 167 anos de existência.
O deputado estadual João Pedro Figueira não é hipocondríaco, mas como tem o doce vício de pesquisar, de fuçar tudo o que encontra pelo caminho com relação ao turismo, encontrou uma farmácia que é, na verdade, um museu, um ponto turístico, que fica a meio passo de Barra Mansa, Resende e Itatiaia, cidades do sul-fluminense.
João Pedro tem a motivação de quem conhece com propriedade o potencial que a atividade tem de transformar os pedaços da história, por menor que sejam, em dinheiro, que cria emprego, ocupação, renda, educação e novas oportunidades de negócios.
O deputado João Pedro visitou Bananal e nos indicou a leitura de uma extensa matéria sobre uma Pharmácia Popular, “bem diferente das farmácias populares que os governos utilizam para distribuir gratuitamente remédios para a população mais pobre”.
A Pharmácia Popular, escrita assim, com “Ph”, visitada pelo deputado João Pedro está localizada no pequeno município paulista de Bananal, cidade que abriga pouco mais de 10 mil habitantes e está situada no Vale do Paraíba, quase na divisa entre São Paulo e Rio de Janeiro.
“A Pharmácia Popular, aquela do seu Plínio, em Bananal, não distribui remédios de graça; distribui emprego e renda, além de produzir impostos e manter viva uma parte importante da história do Brasil”, avisa João Pedro, que sugere uma visita ao site Explore Brasil, espaço de visita obrigatória para quem queira conhecer roteiros turísticos de relevo. “O site tem um espaço dedicado ao município de Bananal: http://www.explorevale.com.br/cidades/bananal/historia.htm. Fomos ao site e de lá trouxemos as indicações:
“Em Bananal, os ‘barões do café’ formavam a elite do Império. Com seu dinheiro, depositado nos bancos de Londres, eles chegaram a avalizar empréstimos feitos pelo Brasil para enfrentar a Guerra do Paraguai. Eles financiaram a construção da Estrada de Ferro Ramal Bananalense – que passava pelas fazendas mais ricas e iam até Barra Mansa, no Rio de Janeiro – e trouxeram uma estação ferroviária inteira da Bélgica.
Por algum tempo, a cidade teve sua própria moeda. Um dos fazendeiros mais poderosos da cidade, Manoel de Aguiar Vallim, dono da fazenda Resgate, teria ao morrer, em 1878, apenas em apólices da dívida pública, quase 1% de todo papel moeda emitido no Brasil. Mas o período de prosperidade obtido com o chamado ouro verde não demorou a chegar ao fim. No final do século, as terras começaram a dar sinais de exaustão.
A abertura da ferrovia Santos-Jundiaí veio facilitar o escoamento da produção de pontos mais distantes do litoral, propiciando a expansão da lavoura cafeeira no oeste paulista. A abolição da escravatura, em 1888, enfraqueceu ainda mais a economia da região. Os filhos dos grandes fazendeiros não conseguiriam manter as fortunas herdadas dos pais. As pastagens para criação de gado tomaram o lugar dos cafezais. No entanto, não seriam capazes de restaurar o poder e a riqueza das famílias de Bananal e de todo vale, mergulhadas em brigas por heranças e perdidas na lembrança do período de glória”.
Todavia, se Bananal não ostenta, mas a riqueza patrocinada pelo café nem abriga os donos de grande fortuna, mantém intacta a Pharmácia (assim mesmo com “Ph”) do seu Plínio, hoje ponto turístico da cidade, motivo da visita de estudantes de medicina e farmácia, que chegam de todos os cantos do Brasil, para conhecer os métodos e instrumentos utilizados no passado para composição dos remédios.
A Pharmácia do seu Plínio existe desde 1830 e nasceu com o nome de Pharmácia Imperial, pertencendo ao francês, Tourin Domingos Mounier. O vínculo estreito da farmácia com a história do Brasil fez com que a razão social “Pharmácia Imperial” fosse substituída por “Pharmácia Popular”, a partir da proclamação da República.
A decoração permanece com os traços fortes do século XVIII, formada com balcões em madeira da época, ladrilhos franceses e um belo gradil que impede o acesso do público às prateleiras com remédios. Há uma coletânea de livros da época do Brasil Império com informações sobre doenças e indicações de fórmulas químicas para composição de remédios. Todo o material é original e, por isso, escrito em francês.
“Aqui tudo é do tempo em que o remédio era manipulado na própria farmácia, não como hoje, que vem em caixinhas coloridas”, avisa seu Plínio, numa entrevista que concedeu ao site http://www.vnews.com.br , que traz uma extensa matéria sobre o assunto e serviu de inspiração para a construção que faz o tudoeturismo.
Para pensar: este ano com o mundial sub-20 de futebol, Cali recebeu cerca de 35 mil turistas, que movimentaram US$ 6 milhões. Leydi Higidio. Veja o tweet